Padilha anuncia acordo para análise de quatro MPs em comissões mistas
Anuncie Aqui
Ministro responsável pela articulação política disse, em coletiva, que Congresso vai discutir textos que recriam ministérios, instituem o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida e a que muda regras do Carf
Durante coletiva de imprensa, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo fechou um acordo para que ao menos quatro, das doze medidas provisórias pendentes, de votação passe por análise de comissões mistas no Senado Federal. A gestão havia acordado com parlamentares que algumas MPs seriam votadas sem passar por comissões para agilizar o processo. Contudo, a composição dos grupos ainda não foi definida. Segundo Padilha, serão formadas comissões apenas para as MPs que os parlamentares desejem realizar um debate mais profundo sobre o tema. As demais serão transformadas em projetos de lei de urgência. Contudo, o ministro reforçou que o governo trabalhará para aprovar todas as doze medidas. “Vamos trabalhar para a aprovação do conteúdo de todas elas e priorizando comissão aquelas que os parlamentares querem debater. A recriação dos ministérios já tem acordo para comissão mista na próxima semana. A do Carf tem interesse grande no debate nas comissões mistas. Novo bolsa família, Minha Casa Minha Vida, programa de aquisição de alimentos e Mais Médicos, devem ser instaladas na próxima semana”, esclareceu.
Entretanto, o impasse entre o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o deputado federal Arthur Lira (PP) a respeito do rito de tramitação das MPs ainda não foi resolvido. Os aliados do presidente da Câmara defendem que o modelo atual, adotado temporariamente durante a pandemia de Covid-19, é mais moderno e ágil, devendo ser mantido. No entanto, os senadores argumentam que, findado o período de emergência sanitária em razão do coronavírus, o rito anterior — e previsto na Constituição — deve ser retomado. Isso significa que, a cada MP apresentada, uma comissão mista com 12 deputados e 12 senadores s será formada. Textos foram apresentados na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a maioria deles já recebeu aval da Câmara dos Deputados, após esforço concentrado na semana passada. Ou seja, é grande a possibilidade de que o Senado vote todas até o final do mês.
No entanto, como a Jovem Pan antecipou, o impasse entre os parlamentares deve continuar até a primeira quinzena de abril e coloca em risco prioridades do governo. Com isso, o Palácio do Planalto busca acordo para viabilizar a aprovação das medidas provisórias. Entre as determinações do Executivo que aguardam aprovação, está. Há ainda a medida provisória que autoriza o Ministério da Saúde a prorrogar contratos de profissionais da área da saúde em hospitais federais no Rio de Janeiro, são aproximadamente mais de 4 mil contratos que precisam ser prorrogados. Na quarta-feira passada, foi aprovada na Câmara a MP que prorroga até 2024 benefícios fiscais na área do Imposto de Renda da pessoa jurídica para beneficiar empresas brasileiras com competitividade no exterior. Se trata de uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 4 bilhões para 2023, como está previsto no orçamento. Há também a MP que determinou ao aumento no valor do salário mínimo para R$ 1.302.
*Matéria em atualização
Fonte: Jovem Pan News
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários