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POLÍTICA

Eduardo Bolsonaro diz que abertura de inquérito contra ele no STF é ‘medida injusta e desesperada’

26/05/2025 às 19:20
3 min de leitura
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O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais na tarde desta segunda-feira (26), para afirmar que a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras é uma “medida injusta e desesperada”.

Em uma das publicações, Eduardo afirma que “nada mudou” desde que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a Justiça apreender seu passaporte, em março, no mesmo dia em que o deputado informou que ficaria no país americano, onde estava em viagem.

“Eu não mudei meu tom. Não há conduta nova. Há um PGR agindo politicamente. É por isso que reafirmo: no Brasil há um Estado de exceção, a ‘justiça’ depende do cliente, o processo depende da capa. Por isso decidi ficar nos EUA, para estar livre e bem desempenhar a defesa das liberdades dos brasileiros, algo quase impossível de ser fazer no Brasil hoje”, escreveu Eduardo.

Na ocasião, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o pedido do PT e do deputado Lindbergh Farias (PT) não apresentou elementos mínimos que justificassem a abertura de uma investigação. Agora, o pedido da PGR, atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, atribui ao deputado uma campanha de intimidação e perseguição contra integrantes da Suprema Corte, da PGR e da Polícia Federal (PF) envolvidos em investigações e processos contra apoiadores de Bolsonaro.

O procurador-geral mencionou como exemplo a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que disse na quarta-feira (21), que “há grande possibilidade” do ministro Alexandre de Moraes ser alvo de sanções por parte do governo de Donald Trump. Em outra publicação, em vídeo, Eduardo afirma que Gonet é um dos “principais violadores de direitos humanos” e afirma que sua participação nas ações penais contra os envolvidos na quebradeira de 8 de Janeiro é “sujo e covarde”.

No pedido de investigação, a PGR afirmou que a conduta do deputado pode ser enquadrada em três crimes: coação no curso do processo, embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo o pedido, Eduardo age movido por “motivação retaliatória” e com “manifesto tom intimidatório” para tentar “embaraçar o andamento do julgamento técnico” da ação penal do golpe e “perturbar os trabalhos técnicos” da Polícia Federal.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carol Santos

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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