O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, negou formalmente as acusações de importunação sexual em carta enviada aos demais ministros da Corte. Ele expressa confiança nos procedimentos em curso, esperando que “demonstrem sua inocência”.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o recebimento de uma nova denúncia contra Buzzi. A corregedoria ouviu a vítima e abriu nova reclamação disciplinar. O caso corre em segredo de justiça e o afastamento do ministro é uma possibilidade.
Na semana anterior, o CNJ já havia recebido uma primeira denúncia. Uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, o acusa de tentativa de agressão durante um banho de mar. Depoimentos sobre o primeiro caso já foram colhidos e o processo tramita em sigilo na Corregedoria Nacional de Justiça.
As possíveis sanções administrativas variam de advertência à aposentadoria compulsória, caso Buzzi seja condenado. A mãe da vítima também relatou o caso a ministros do STJ, mas segundo informações, não há intenção de proteger o ministro. Os pais da jovem também buscaram o juiz auxiliar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Em nota, o ministro afirma que as acusações não correspondem à realidade. Após as denúncias, Marco Buzzi apresentou atestado médico e está licenciado de suas atividades. A Corte confirmou a informação, sem detalhar o diagnóstico ou o período de afastamento.
Em sua carta, Buzzi declarou estar “muito impactado com as notícias” e internado para acompanhamento cardíaco e emocional. Ele reitera seu histórico pessoal e profissional ilibado, além de um casamento de 45 anos, clamando por cautela na análise das acusações.




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