Deputado Federal protocola pedido de impeachment contra Ministro do STF, Dias Toffoli

Marcel van Hattem (Novo-RS) alega suposto envolvimento do ministro com o Banco Master e promete apresentar formalmente o pedido.

Marcel van Hattem

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou, nesta quarta-feira (11), que está elaborando o pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Através de sua conta no X (antigo Twitter), o parlamentar declarou ser “impossível o país assistir” ao suposto envolvimento do magistrado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “sem que se tomem as devidas providências”.

Van Hattem anexou à publicação uma reportagem sobre um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento aponta diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro.

A PF solicitou à Corte que o ministro seja declarado “suspeito” no processo que investiga as ações do Banco Master, que tramita no Supremo. A solicitação, no entanto, depende do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Em nota, o gabinete de Toffoli classificou o pedido como “ilações”. O ministro argumentou que a PF “não tem legitimidade” para fazer a solicitação, baseando-se no artigo 145 do Código de Processo Civil. A resposta ao conteúdo do relatório, segundo ele, será apresentada ao presidente da Corte.

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários em novembro de 2025, após identificar irregularidades financeiras e grave crise de liquidez.

O Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve seu encerramento forçado em 21 de janeiro.

As investigações apontam que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade acima do mercado. Para sustentar essa prática, a instituição assumiu riscos excessivos e inflou artificialmente seu balanço financeiro, enquanto sua liquidez se deteriorava.

Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo fraudes e tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a PF.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou, em 17 de janeiro, o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias é de R$ 40,6 bilhões.

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