STF Julga Acusados da Morte de Marielle Franco; Irmã Cobra Justiça
Anielle Franco acompanha julgamento no STF e clama por medidas contra violência política no país.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira (24), o julgamento dos acusados de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, assassinados em março de 2018. A sessão, que se estenderá até quarta-feira (25), analisa a ação contra os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, acusados de homicídio qualificado e organização criminosa.
Momentos antes do início do julgamento, a ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, Anielle Franco, concedeu entrevista e ressaltou a dor irreparável causada pela perda. “Não há justiça maior que possa ser feita, porque eles não estão aqui”, lamentou, enfatizando o papel do Judiciário em investigar e punir os responsáveis.
Anielle Franco associa retomada da democracia à elucidação do caso
Anielle Franco destacou que o avanço do caso foi possível devido a mudanças no cenário político e institucional do país. “A retomada da democracia a partir de 2022 tem muito a ver com isso. O trabalho da PF tem importância, sim, na identificação dos mandantes”, avaliou.
Ministra cobra medidas contra violência política
A ministra também abordou a gravidade da violência política exposta pelo crime e cobrou medidas estruturais para evitar novas tragédias. “A gente precisa pensar em segurança pública, porque não é admissível que uma parlamentar seja assassinada. Cada passo dado ali foi com consentimento de alguém. Não dá para normalizar o crime da Mari ou qualquer outro”, afirmou. “O Rio de Janeiro e esse país precisam de segurança pública, para que casos como esse não aconteçam”, completou.
Julgamento no STF
A análise do caso ocorre no STF devido ao fato de um dos réus, Chiquinho Brazão, ser deputado federal à época do crime, o que lhe garantia foro privilegiado. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), aceita pelo STF em junho de 2024, baseou-se em provas colhidas, entre outras fontes, no acordo de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos.
A sessão será presidida pelo ministro Flávio Dino, seguida da leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, haverá as sustentações orais da acusação e da defesa.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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