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INTERNACIONAL

Irã Ameaça Fechar Estreito de Ormuz Após Morte de Líder Supremo

Guarda Revolucionária declara estreito fechado e adverte sobre navios, elevando tensões globais e o preço do petróleo.

03/03/2026 às 03:20
3 min de leitura
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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz, crucial rota de passagem para o petróleo no Oriente Médio. A medida é uma resposta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos no último sábado (28).

“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios,” declarou Ebrahim Jabari, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, segundo a mídia iraniana.

O Estreito de Ormuz é responsável por aproximadamente 20% do petróleo consumido mundialmente. O fechamento da passagem marítima gerou preocupação em relação ao abastecimento global e um possível aumento significativo nos preços do petróleo.

Repercussões Globais e Preços do Petróleo

Após os ataques que resultaram na morte de Khamenei, mísseis e drones iranianos atingiram alvos em Israel, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Arábia Saudita. O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, defendeu as ações como uma resposta compreensível a um ataque.

Marcus D’Elia, da Leggio Consultoria, prevê volatilidade nos preços do petróleo, oscilando entre US$ 80 e US$ 100 o barril. Ele ressalta que a duração do fechamento do Estreito de Ormuz será determinante. Um bloqueio superior a 40 dias pode levar à escassez global de petróleo.

“O atual conflito impacta diretamente o Estreito de Ormuz, por onde é exportada 15% da produção mundial de petróleo,” explica D’Elia. Ele destaca que petroleiras já suspenderam a navegação na área devido às ameaças iranianas.

O fechamento do estreito, seja por minas subaquáticas ou pelo alto risco à navegação, aumentaria os custos de seguro e frete, desincentivando o transporte de petróleo pela rota. A situação exige atenção e acompanhamento para avaliar o impacto no mercado global de energia.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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