Fim da escala 6×1: Câmara freia debate ‘atropelado’ e exige convergência
Presidente da Câmara, Hugo Motta, garante discussão aprofundada sobre o tema, que pode impactar a economia.
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Brasília (MS Digital News) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 não será feita de forma “atropelada”. A tramitação via Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exigirá convergência entre os interessados.
As declarações foram dadas durante almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) nesta terça-feira (17), em Brasília. A FPE, presidida pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), conta com a participação de 205 deputados e 46 senadores.
“Por mais que estejamos em ano de eleição, nós não vamos conduzir esse debate de maneira descompromissada, sem medir as consequências. Um efeito negativo na economia é ruim para todos”, afirmou Motta.
Impactos Econômicos em Análise
O presidente da Câmara ressaltou a importância de que os setores econômicos informem os impactos práticos do fim da escala 6×1 na economia. A tramitação por PEC, segundo ele, possibilita o tempo necessário para essa análise.
“Todo setor aqui representado deve sentir-se satisfeito pelo formato dado para a discussão”, declarou Motta, acrescentando que isso “obriga todos os interessados a terem a capacidade de encontrar uma maior convergência”.
Motta lembrou que o governo inicialmente pretendia enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema, mas que essa intenção parece ter mudado.
“Todos sabem que, se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos, o caminho legislativo não teria sido o de proposta de emenda à Constituição”, disse.
Governo Ameaça Urgência
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo Lula apresentará um projeto de lei com regime de urgência se houver “estratégia de enrolação” no Congresso. A proposta do governo visa diminuir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, acabar com a escala 6×1 e estabelecer o regime de 5×2, sem redução salarial.
“Lula já tomou uma decisão. Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem de ser. Mas se terminar março e percebermos que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, Lula vai entrar com projeto de lei em regime de urgência e aí terá de votar em 45 dias”, afirmou Boulos.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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