Quarta-feira, 18 de Março de 2026
Menu
POLÍTICA

Fim da escala 6×1: Câmara freia debate ‘atropelado’ e exige convergência

Presidente da Câmara, Hugo Motta, garante discussão aprofundada sobre o tema, que pode impactar a economia.

17/03/2026 às 23:49
3 min de leitura
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Fonte: Agência Câmara de Notícias

Anuncie Aqui

Brasília (MS Digital News) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 não será feita de forma “atropelada”. A tramitação via Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exigirá convergência entre os interessados.

As declarações foram dadas durante almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) nesta terça-feira (17), em Brasília. A FPE, presidida pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), conta com a participação de 205 deputados e 46 senadores.

“Por mais que estejamos em ano de eleição, nós não vamos conduzir esse debate de maneira descompromissada, sem medir as consequências. Um efeito negativo na economia é ruim para todos”, afirmou Motta.

Impactos Econômicos em Análise

O presidente da Câmara ressaltou a importância de que os setores econômicos informem os impactos práticos do fim da escala 6×1 na economia. A tramitação por PEC, segundo ele, possibilita o tempo necessário para essa análise.

“Todo setor aqui representado deve sentir-se satisfeito pelo formato dado para a discussão”, declarou Motta, acrescentando que isso “obriga todos os interessados a terem a capacidade de encontrar uma maior convergência”.

Motta lembrou que o governo inicialmente pretendia enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema, mas que essa intenção parece ter mudado.

“Todos sabem que, se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos, o caminho legislativo não teria sido o de proposta de emenda à Constituição”, disse.

Governo Ameaça Urgência

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo Lula apresentará um projeto de lei com regime de urgência se houver “estratégia de enrolação” no Congresso. A proposta do governo visa diminuir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, acabar com a escala 6×1 e estabelecer o regime de 5×2, sem redução salarial.

“Lula já tomou uma decisão. Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem de ser. Mas se terminar março e percebermos que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, Lula vai entrar com projeto de lei em regime de urgência e aí terá de votar em 45 dias”, afirmou Boulos.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias