STF Mantém Prisão de Ex-BRB; Damares Alves Busca Dados Sigilosos da CPI do Crime Organizado
Senadora do Distrito Federal solicita acesso a informações cruciais para o Grupo de Trabalho do Banco Master, enquanto Supremo Tribunal Federal valida custódia de Paulo Henrique Costa.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, para manter a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão coincide com a intensificação dos esforços da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que requisitou ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), acesso a dados sigilosos da extinta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
A senadora busca utilizar esses dados para subsidiar os trabalhos do Grupo de Trabalho do Banco Master, que opera no âmbito da CAE. Em um ofício enviado nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, Damares Alves solicitou formalmente a Calheiros a liberação dos documentos da CPI, que atualmente estão sob custódia da Mesa do Senado Federal. Esta condição impede o compartilhamento direto com o colegiado do Grupo de Trabalho.
Requerimento Aprovado e Obstáculos de Acesso
A Comissão de Assuntos Econômicos já havia aprovado o requerimento da senadora. “O referido requerimento foi aprovado com o objetivo de permitir o acesso a informações potencialmente relevantes para a instrução técnica do Grupo de Trabalho do Banco Master no âmbito da CAE”, afirma o documento.
O pedido de Damares Alves surge após o Senado negar o acesso inicial a documentos sigilosos relacionados ao Banco Master, obtidos pela CPI do Crime Organizado. A senadora anunciou que recorrerá ao plenário para reverter a decisão, que contrariou o movimento da própria CAE.
No ofício, a senadora reforça a necessidade dos dados: “Diante do exposto, solicito a Vossa Excelência que, em atenção ao requerimento aprovado por esta Comissão, avalie e autorize, observadas as cautelas legais cabíveis, o compartilhamento com o Grupo de Trabalho do Banco Master dos documentos e demais elementos do acervo da extinta CPI do Crime que guardem pertinência com os trabalhos em curso nesta Comissão.”
Prisão de Paulo Henrique Costa e Investigações
Em 16 de abril de 2026, Paulo Henrique Costa foi detido durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A PF informou ao ministro Mendonça que identificou um suposto fluxo de propina destinado a Costa durante a negociação de venda do Banco Master ao BRB, viabilizado por meio da compra de imóveis. Com base nessas informações, o magistrado determinou a prisão preventiva de Costa. Saiba mais sobre a decisão do STF.
O ex-presidente do BRB é investigado por sua atuação na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, além da compra de carteiras fraudulentas oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro. Costa assumiu a presidência do BRB em 2019, por indicação do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ele liderou a tentativa de aquisição do Banco Master pela instituição e foi afastado do cargo em novembro de 2025, após decisão judicial no âmbito da primeira fase da operação. As investigações envolvendo o Banco Master continuam em curso.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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