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INTERNACIONAL

Irã Questiona Seriedade Diplomática dos EUA Após Cancelamento de Negociações no Paquistão

Chanceler iraniano entrega exigências de cessar-fogo, mas Trump interrompe diálogo em meio a tensões crescentes no Estreito de Ormuz.

25/04/2026 às 16:01
3 min de leitura
Manifestantes agitam bandeiras iranianas durante um protesto contra a ação militar dos EUA no Irã, perto da Casa Branca, em Washington

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, questionou a sinceridade dos Estados Unidos na diplomacia. A declaração ocorreu neste sábado, 25 de abril de 2026, após Araghchi concluir uma visita a Islamabad, Paquistão. O chanceler iraniano entregou exigências para um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou as negociações subsequentes.

Araghchi publicou no X (anteriormente Twitter) após deixar Islamabad. Ele afirmou ter “compartilhado da posição do Irã em relação a uma estrutura viável para o fim permanente da guerra”. No entanto, o ministro acrescentou: “ainda é preciso ver se os Estados Unidos estão realmente sérios” na diplomacia. Fontes da Reuters indicaram que Araghchi entregou ao Paquistão documentos com exigências e ressalvas de Teerã às propostas dos Estados Unidos. O conteúdo exato dos documentos não foi revelado.

Trump Cancela Missão Diplomática

Pouco depois da partida de Araghchi, o presidente Donald Trump anunciou o cancelamento do envio de funcionários americanos a Islamabad para as negociações com o Irã. “Eu disse à minha equipe, há pouco, porque eles estavam se preparando para partir, e eu disse: ‘Não, vocês não farão um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos todas as cartas na mão. Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem, mas vocês não farão mais voos de 18 horas para ficar sentados conversando sobre nada’”, relatou a Fox News, citando a declaração do presidente em uma conversa telefônica. Este movimento coincide com a notícia de que Trump cancela negociações de paz com Irã no Paquistão.

As incertezas sobre esta rodada de negociações surgem em um momento crítico do conflito. Estados Unidos e Irã intensificaram ameaças por causa do estratégico Estreito de Ormuz. Na quinta-feira, 23 de abril de 2026, militares dos EUA apreenderam outro petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano. Esta ação escalou o impasse um dia após a Guarda Revolucionária paramilitar do Irã assumir o controle de duas embarcações no Estreito de Ormuz. O Irã entregou exigências de cessar-fogo no Paquistão em meio a esta escalada.

Impacto Econômico e Ordem de “Atirar para Matar”

O conflito elevou significativamente os preços da gasolina e o custo de alimentos e outros produtos globalmente. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, registrando uma alta de 35% em relação aos níveis pré-guerra. Contudo, os mercados acionários demonstram relativa indiferença.

Também na quinta-feira, o presidente Donald Trump ordenou à Marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação que instale minas nas águas do Estreito de Ormuz. Em uma publicação na Truth Social, Trump declarou que a ordem se aplica a “qualquer barco, por menor que seja”, envolvido nesta atividade. “Não deve haver hesitação”, escreveu ele. O presidente também confirmou a atuação de navios-varredores de minas dos EUA na região e determinou a ampliação da operação. “Estão limpando o estreito agora. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível tripli”, afirmou. A situação reflete as negociações incertas entre EUA e Irã em Islamabad.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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