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POLÍTICA

Senado Rejeita Jorge Messias ao STF em Revés Histórico para Governo Lula

AGU não obtém aprovação com 42 votos contrários; autoridades e políticos reagem à decisão que marca precedente desde 1894.

30/04/2026 às 01:31
3 min de leitura
Jorge Messias

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O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União (AGU), ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. A votação resultou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, marcando a primeira vez que um nome para a Suprema Corte não é aprovado desde 1894. A decisão representa um revés significativo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e gerou intensa repercussão política.

Reações de Ministros e Parlamentares

O ministro do STF, André Mendonça, lamentou a não aprovação de Messias. O magistrado respeitou a decisão do Senado, mas afirmou que “o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”. Mendonça complementou: “Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF. E amigo verdadeiro…”

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), criticou o resultado. Ele declarou que “a aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu”. Boulos concluiu que “O Senado sai menor desse episódio lamentável”.

A deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou a rejeição como “uma injustiça”. A parlamentar afirmou que os senadores “privaram o país de uma pessoa muito qualificada para ser ministro do STF”. Hoffmann apontou a existência de “Um grande acordão entre a oposição bolsonarista e outros com objetivos eleitoreiros e pessoais dos que se sentem ameaçados pelas investigações de escândalos financeiros e contra o crime organizado”.

Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, defendeu a prerrogativa presidencial. Ele destacou que a indicação de um ministro ao Supremo é uma “garantia constitucional”. Wagner ressaltou seu respeito por essa garantia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram suas trajetórias respeitadas. O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser. Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos”, afirmou.

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), interpretou a rejeição de Messias como o “fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”. O filho mais velho de Bolsonaro declarou que a gestão petista está “plantando tudo que colheu”. Ele finalizou: “Um dia histórico para o Brasil”.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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