Ativistas denunciam tortura de detidos por Israel, Embaixada do Brasil relata marcas
Brasileiro Thiago de Ávila e sueco-espanhol Saif Abukeshek foram transferidos para prisão de Shikma após captura em águas internacionais. Denúncias incluem espancamentos e privação de cuidados médicos.
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Ativistas denunciaram neste sábado, 2 de maio de 2026, atos de tortura contra dois cidadãos, um espanhol e um brasileiro, sob custódia israelense. As denúncias surgem após a transferência dos detidos para a prisão de Shikma, em Ashkelon, ao norte da Faixa de Gaza. Militares israelenses capturaram os ativistas na última quarta-feira, 29 de abril de 2026, em águas próximas a Creta, na Grécia.
Denúncias de Tortura e Detalhes da Captura
A Flotilha Global Sumud divulgou um comunicado detalhando as acusações. “Segundo a Embaixada do Brasil, Thiago de Ávila informou que foi torturado, espancado e maltratado. Funcionários da Embaixada observaram marcas visíveis em seu rosto durante uma visita supervisionada, com uma divisória de vidro e sem poder se comunicar livremente”, explicou a organização.
Thiago de Ávila, cidadão brasileiro, relatou “dores intensas”, principalmente no ombro. “Apesar de ter sido examinado por um médico, não recebeu os cuidados médicos adequados”, destacou a Flotilha Global Sumud. A Embaixada do Brasil tenta assegurar que ele receba “tratamento adequado imediatamente”. De Ávila também realiza uma greve de fome, consumindo apenas água desde sua captura em águas internacionais.
Advogados do Centro pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel, Adalah, visitaram De Ávila e o sueco-espanhol de origem palestina Saif Abukeshek. Abukeshek relatou que o mantiveram amarrado e com os olhos vendados, forçado a permanecer deitado de bruços no chão desde a captura até a manhã deste sábado, 2 de maio de 2026. Esta condição causou hematomas em seu rosto e mãos.
Ao chegar à prisão de Shikma, Abukeshek foi informado de que o Shin Bet, serviço de segurança israelense, o interrogaria por suposta “pertença a uma organização terrorista”, conforme a Adalah.
Brutalidade na Captura e Interrogatórios
De Ávila denunciou a “extrema brutalidade” dos militares israelenses durante a abordagem aos barcos. “Ele foi arrastado de bruços pelo convés e espancado tão violentamente que desmaiou duas vezes”, informou a Adalah. Durante a visita, os representantes da Adalah constataram “hematomas visíveis” no rosto de De Ávila, especialmente ao redor do olho esquerdo. Ele também relatou “restrição de movimentos e dores intensas em uma mão”.
Nos dois dias seguintes à captura, De Ávila permaneceu amarrado e com os olhos vendados antes de ser entregue aos serviços penitenciários israelenses. Atualmente, ele está em uma cela sem janelas e já foi interrogado pelo Shin Bet. Ele também foi informado de que o Mossad, serviço secreto israelense para o exterior, o interrogará por suposta “pertença a organização terrorista”. A Adalah solicitou informações sobre as acusações contra De Ávila, mas as autoridades israelenses negaram o pedido.
A Flotilha Global Sumud reitera que não foram apresentadas acusações formais contra De Ávila. A Embaixada do Brasil também não recebeu informações claras sobre os motivos de sua detenção. De Ávila expressou sua intenção de não deixar a prisão a menos que Abukeshek também seja libertado.
No caso de Abukeshek, “testemunhas oculares confirmam as torturas e graves abusos” antes de sua remoção forçada da embarcação, segundo a Flotilha Global Sumud. Essas testemunhas seriam outros ativistas dos navios da flotilha internacional abordados por forças militares israelenses.
A Flotilha destaca que a prisão de Ashkelon “é conhecida por ser usada para a detenção de prisioneiros palestinos em condições seve
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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