Hamas Denuncia Operações Israelenses na Cisjordânia Após Morte em Nablus
Grupo palestino classifica ações como violação de cessar-fogo e política de anexação; Washington avalia proposta de paz iraniana em meio a tensões regionais.
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Hamas Emite Comunicado e Lamenta Morte
O Hamas emitiu um comunicado oficial no domingo, 3 de maio, pelo Telegram, denunciando a continuidade das operações militares israelenses na Cisjordânia. O grupo palestino classificou as ações como parte de uma política de anexação e deslocamento forçado. O Hamas afirmou que as recentes ameaças de Israel de retomar incursões militares em Gaza constituem uma violação direta do acordo de cessar-fogo vigente. Tais ameaças também prejudicam o clima de negociação estabelecido pelos mediadores neste período do conflito.
Em paralelo, o grupo lamentou a morte do jovem Nayef Samaro, de 26 anos. Ele foi atingido por disparos na cidade de Nablus. O Hamas convocou militantes e a juventude palestina a “intensificarem os meios de confronto para deter o avanço de colonos e das forças de ocupação nesta temporada”.
Detalhes da Operação em Nablus
Relatórios da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) detalham a morte de Samaro. Ele foi baleado e levado ao hospital no momento em que sua esposa estava em trabalho de parto, vindo a falecer pouco depois. Além da vítima fatal, quatro outras pessoas ficaram feridas na operação, incluindo um jovem de 12 anos atingido no ombro.
O exército de Israel afirmou que suas tropas reagiram a indivíduos que arremessaram pedras contra as unidades militares. Os disparos resultaram em “vários acertos”, segundo o comunicado israelense.
Tensões Regionais e Proposta Iraniana
O acirramento das tensões em solo palestino coincide com a divulgação de detalhes da proposta do Irã para encerrar a guerra com os Estados Unidos. O plano iraniano, composto por 14 pontos, foi entregue via Paquistão. Ele exige a suspensão imediata de sanções econômicas, o fim do bloqueio naval aos seus portos e a interrupção de operações israelenses no Líbano em um prazo de 30 dias.
O presidente Donald Trump informou estar revisando o documento. Ele mantém ceticismo sobre a viabilidade de um consenso final neste período. Em maio de 2026, um cessar-fogo de três semanas está em curso na região.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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