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INTERNACIONAL

Cabo Verde Nega Atracagem a Cruzeiro com Surto de Hantavírus

Autoridades de saúde impedem desembarque de passageiros na Praia após OMS confirmar três mortes e casos suspeitos a bordo do MV Hondius, que navegava de Ushuaia.

04/05/2026 às 20:06
3 min de leitura
Esta imagem aérea mostra uma vista geral do navio de cruzeiro MV Hondius atracado ao largo do porto de Praia, capital de Cabo Verde, em 3 de maio de 2026. Um surto de "doença respiratória aguda grave" a bordo de um navio de cruzeiro no Atlântico deixou duas pessoas mortas e uma terceira em terapia intensiva em Joanesburgo, informou o Ministério da Saúde da África do Sul à AFP em 3 de maio de 2026. O surto ocorreu no MV Hondius, que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde. O paciente em tratamento em Joanesburgo testou positivo para hantavírus, uma família de vírus que pode causar febre hemorrágica, disse o porta-voz sul-africano Foster Mohale. Conteúdo relacionado

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Cabo Verde negou autorização para um navio de cruzeiro atracar no porto da Praia, sua capital. A decisão visa “proteger a população de Cabo Verde” após a detecção de um possível foco de hantavírus a bordo. Passageiros do MV Hondius não poderão desembarcar.

Maria da Luz Lima, presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), confirmou a medida. “Em coordenação com outras autoridades (…), não foi concedida ao navio autorização para atracar no porto de Praia”, declarou ela à Rádio de Cabo Verde.

Detalhes do Surto e Resposta da Saúde Pública

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou no domingo, 3 de maio de 2026, três mortes relacionadas a um provável surto de infecção por hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico. O vírus pode causar uma síndrome respiratória aguda grave.

O navio em questão, o MV Hondius, realizava uma viagem entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde. A OMS detalhou a situação epidemiológica:

“Até o momento, foi confirmado um caso de infecção por hantavírus em laboratório, e há outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em terapia intensiva na África do Sul”, informou a organização.

O hantavírus é transmitido por roedores e pode provocar doenças respiratórias graves, com risco de desfecho fatal. A OMS ressaltou a possibilidade de transmissão inter-humana. “Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”, indicou a entidade. Mais informações sobre o caso foram divulgadas, veja em Hantavírus Mata Três Pessoas em Navio de Cruzeiro no Atlântico e OMS Confirma Três Mortes por Hantavírus em Cruzeiro.

A Hantavirose no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde classifica a hantavirose como uma zoonose viral aguda. Ela se manifesta principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro clínico grave que afeta os sistemas respiratório e cardiovascular.

O vírus, pertencente à família Hantaviridae, tem como reservatórios naturais roedores silvestres. Esses animais eliminam o agente infeccioso por meio de urina, fezes e saliva, sem desenvolver sintomas.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados pelas excretas desses roedores. O contato direto com mucosas (olhos, boca e nariz), ferimentos na pele ou mordidas de roedores também podem causar a infecção. A transmissão entre pessoas, embora rara, já foi documentada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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