EUA Advertem Irã sobre Resposta “Devastadora” no Estreito de Ormuz
Pentágono inicia operação para livre navegação comercial e Irã eleva o tom das ameaças; conflito e cessar-fogo de 8 de abril de 2026 marcam a tensão.
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Os Estados Unidos iniciaram uma operação militar no Estreito de Ormuz, visando garantir a livre navegação comercial. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, declarou nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, que Washington “não busca um conflito” com o Irã. Contudo, qualquer ataque iraniano provocará uma resposta “devastadora”. Teerã, por sua vez, elevou o tom das ameaças contra a presença militar norte-americana na região.
EUA: Missão de Proteção, Aviso de Resposta
Pete Hegseth, em coletiva de imprensa, enfatizou a natureza defensiva da missão. “Não estamos buscando um conflito. Mas também não podemos permitir que o Irã bloqueie países inocentes e suas mercadorias em uma via navegável internacional”, afirmou o chefe do Pentágono. Ele deixou clara a postura de retaliação em caso de agressão: “Se atacarem tropas americanas ou embarcações comerciais inocentes, enfrentarão um poder de fogo americano esmagador e devastador”.
O cessar-fogo, declarado em 8 de abril de 2026, permanece em vigor. Hegseth fez questão de diferenciar a atual operação naval dos ataques anteriores contra o Irã. Apesar disso, o comandante do Estado-Maior conjunto, general Dan Caine, garantiu que as Forças Armadas estão prontas para retomar as hostilidades, caso recebam ordens. “Nenhum adversário deve confundir nossa atual contenção com falta de determinação”, disse o general aos repórteres.
Irã: Rejeição à Presença Americana e Ameaças
O Irã intensificou suas ameaças nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, reagindo à operação dos Estados Unidos. A tensão aumentou após múltiplos ataques na região, os quais colocaram o cessar-fogo em risco. Washington e Teerã disputam o controle da estratégica passagem, vital para o comércio global de hidrocarbonetos, que antes da guerra movimentava 20% do volume mundial.
Mohamad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, manifestou a insatisfação de Teerã em uma mensagem na rede social X. “Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, advertiu Ghalibaf. Ele acrescentou: “A segurança do transporte marítimo e do trânsito energético foi ameaçada pelos Estados Unidos, cuja presença maligna diminuirá”.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, entre Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito já causou milhares de mortes, principalmente na República Islâmica e no Líbano. Atualmente, Teerã mantém o controle da via estratégica.
Fonte: Jovem Pan News
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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