ONU Exige Libertação Imediata de Ativistas Detidos em Flotilha para Gaza
Organização cobra investigação sobre acusações de maus-tratos a brasileiro e espanhol-palestino, presos desde 30 de abril de 2026 em Israel.
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A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, a libertação imediata do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek. As forças israelenses detiveram os dois ativistas em 30 de abril de 2026, durante a interceptação de uma flotilha humanitária que seguia para Gaza. A ONU também cobrou uma investigação sobre as acusações de maus-tratos.
Os ativistas permanecem em uma prisão de Ashkelon, em Israel. A captura ocorreu na quinta-feira da semana passada, quando a flotilha foi interceptada pelas forças israelenses na costa da ilha grega de Creta.
ONU Condena Detenção em Águas Internacionais
Thameen Al-Kheetan, porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, emitiu um comunicado formal. “Israel deve libertar imediata e incondicionalmente os membros da Flotilha Global Sumud Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, que foram detidos em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam retidos sem acusações”, afirmou Kheetan.
O porta-voz reforçou a legalidade da ação dos ativistas. “Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina de Gaza, que precisa urgentemente”, acrescentou.
A flotilha partiu da França, Espanha e Itália. Seu objetivo era romper o bloqueio e entregar ajuda humanitária ao território palestino. Gaza enfrenta devastação após dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.
Acusações de Maus-Tratos e Greve de Fome
Os advogados dos ativistas acusam as autoridades israelenses de maus-tratos. Na terça-feira, 5 de maio de 2026, eles informaram que os detidos iniciaram uma greve de fome desde sua captura, em 30 de abril de 2026.
Kheetan denunciou os “relatos perturbadores de graves maus-tratos”. Ele pediu uma investigação rigorosa, insistindo que “os responsáveis devem ser levados à justiça”.
“Fazemos um apelo para que Israel acabe com o uso da detenção arbitrária e de uma legislação antiterrorista ampla e vagamente definida, incompatível com o direito internacional dos direitos humanos”, declarou o porta-voz.
Israel acusa Ávila e Keshek de vínculos com o Hamas. Ambos os ativistas negam as acusações. A Justiça israelense validou no domingo, 3 de maio de 2026, uma prorrogação de dois dias da detenção.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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