Trump Ameaça Bombardeios Aumentados Enquanto Negocia Acordo de Paz com Irã
Presidente dos EUA expressa otimismo por fim à guerra, mas condiciona pausa militar em Ormuz ao sucesso das conversações. Teerã analisa proposta de acordo.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou otimismo sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã. Ele, contudo, ameaçou intensificar bombardeios caso as negociações fracassem. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, informou que a proposta americana para encerrar o conflito está “em análise”, segundo a imprensa iraniana.
Negociações e Ameaças
Trump indicou na terça-feira, 5 de maio de 2026, em sua plataforma Truth Social, que a concretização de “um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos” suspenderia temporariamente a operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz. Esta operação, conhecida como “Projeto Liberdade”, iniciou na segunda-feira, 4 de maio de 2026. Trump suspendeu a operação militar em Ormuz para negociar a paz com o Irã.
A guerra começou em 28 de fevereiro de 2026, desencadeada por uma ofensiva israelense-americana contra o Irã. Desde então, Teerã controla essa via estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos. O bloqueio americano aos portos iranianos, imposto em 13 de abril de 2026, permanece em vigor. Trump esclareceu que a pausa na operação de escolta ocorreu após “pedido do Paquistão e de outros países”.
Horas depois, o presidente americano alterou seu tom conciliador. Ele alertou nas redes sociais que, se um acordo não for alcançado, “os bombardeios recomeçarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade maiores do que antes”. À rede PBS, o republicano reiterou: há “muitas possibilidades de que isso [a guerra] acabe”, mas se “não acabar, vamos ter de voltar a bombardeá-los sem piedade”.
Reação Iraniana e Mediação
O chefe negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento, afirmou que os Estados Unidos buscam forçar a rendição de Teerã. Ele citou “um bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática”, além da destruição da coesão do país. O Irã condiciona a retomada segura em Ormuz ao fim das ameaças.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país atua como mediador e sediou a primeira rodada de negociações no mês passado, expressou esperança nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026. Ele acredita que “a dinâmica atual levará a um acordo duradouro”.
Uma reportagem do portal de notícias Axios, publicada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, citou dois funcionários do governo americano. Eles indicaram que ambos os lados estão próximos de um “memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra”. Este memorando iniciaria um período de 30 dias de negociações em Genebra ou Islamabad.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se também nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim. Em entrevista à televisão estatal iraniana, Araghchi disse que eles discutiram “as negociações em andamento” para pôr fim ao conflito. Antes da visita, o secretário de Estado americano Marco Rubio, crítico da China, instou Pequim a pressionar Araghchi para suspender o bloqueio do Estreito de Ormuz. Segundo Rubio, essa medida está deixando o Irã “isolado globalmente”. Lula e Trump se encontraram recentemente em Washington para discutir acordos econômicos e de segurança, em meio a um cenário global de tensões.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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