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INTERNACIONAL

OMS Investiga Três Mortes por Hantavírus em Cruzeiro no Atlântico

Navio MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde, registrou os óbitos. A Organização Mundial da Saúde detalha a investigação da possível transmissão do vírus.

07/05/2026 às 06:36
3 min de leitura
Um vídeo divulgado nesta quarta-feira (6) mostrou o momento em que o capitão do cruzeiro MV Hondius anunciou a morte de um passageiro durante a viagem. Nas imagens, gravadas em 12 de abril, o comandante Jan Dobrogowski afirma que o turista teria morrido “por causas naturais” e garante que o navio estava seguro.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou três mortes relacionadas a um possível surto de infecção por hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico. O MV Hondius, que fazia a rota de Ushuaia, Argentina, para Cabo Verde, registrou os óbitos no domingo, 3 de maio de 2026. A autoridade de saúde global investiga a ocorrência, que levanta preocupações sobre a transmissão do vírus.

Investigação em Andamento

O hantavírus é transmitido por roedores e pode causar doenças respiratórias graves, com risco de evolução fatal. A OMS indicou que, “Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”. As autoridades de saúde conduzem uma investigação detalhada. Estão realizadas análises laboratoriais adicionais e estudos epidemiológicos para compreender melhor a possível transmissão do vírus. A OMS já rastreia contatos em outros contextos de surtos.

“Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada”, acrescentou a organização. O destino do navio, Cabo Verde, já registrou evacuações de pacientes com suspeita de hantavírus de cruzeiros.

Sobre o Hantavírus

O Ministério da Saúde classifica a hantavirose como uma zoonose viral aguda. No Brasil, ela se manifesta principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que compromete os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus, pertencente à família Hantaviridae, tem roedores silvestres como reservatórios naturais. Esses animais eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Apesar de rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus. A Argentina, inclusive, já esteve em alerta por casos de hantavírus.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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