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INTERNACIONAL

Crise Irã-EUA Atinge Ponto Crítico com Ultimato de Teerã e Ameaça Nuclear

Negociações travadas: principal negociador iraniano impõe condições a Washington, enquanto legisladores cogitam enriquecimento de urânio para armas se conflito retomar.

12/05/2026 às 19:06
3 min de leitura
A man walks past an Iranian flag installed along the roadside in Tehran on April 29, 2026, depicting images of children killed on the first day of the war in an alleged US-Israeli missile strike on a school in the southern Iranian city of Minab. US President Donald Trump on April 29 warned Iran to "better get smart soon" as efforts by Washington and Tehran to end hostilities appeared at a standstill.

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O Irã elevou o tom na escalada de tensões com os Estados Unidos nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, com seu principal negociador e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, emitindo um ultimato a Washington. A exigência é a aceitação de uma proposta iraniana de 14 pontos sob pena de “fracasso”. Paralelamente, legisladores iranianos sinalizaram a possibilidade de enriquecer urânio a 90% – patamar adequado para a produção de armas – caso o conflito seja retomado.

A declaração de Ghalibaf surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, classificar a mais recente contraproposta iraniana como “totalmente inaceitável” e alertar que o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril estava “sobrevivendo por aparelhos”. Em resposta, o negociador iraniano reiterou que os EUA precisam reconhecer os “direitos” de Teerã para encerrar o conflito, com as negociações de paz estagnadas desde o fracasso de uma rodada inicial em abril.

Em uma publicação no X, Ghalibaf foi enfático: “Não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano, conforme estabelecido na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem será completamente inconclusiva; nada além de um fracasso após o outro.” Ele ainda advertiu que “quanto mais eles demorarem, mais os contribuintes americanos pagarão”, sublinhando a pressão econômica e política.

A ameaça nuclear foi articulada por Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, que publicou no X que os legisladores “examinariam” o enriquecimento a 90% “no caso de outro ataque”. Atualmente, Teerã possui um estoque significativo de urânio enriquecido a 60% de pureza, mas se recusa a transferi-lo para o exterior, insistindo em seu direito ao uso pacífico da energia nuclear, embora admita que o nível de enriquecimento permanece “negociável”.

A recusa do Irã em recuar tem sido acompanhada de alertas militares e ações que abalaram os mercados globais, como a interrupção do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz. Em contrapartida, os Estados Unidos impuseram seu próprio bloqueio naval aos portos iranianos, aumentando a pressão mútua. Detalhes específicos sobre as propostas de ambos os lados são escassos, mas o programa nuclear iraniano, especialmente a questão do urânio enriquecido, permanece o principal entrave para um acordo.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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