Netanyahu Confirma Desentendimento com Trump, Mas Garante Resolução e Aliança Forte
Líder israelense minimiza "desentendimentos táticos" sobre Líbano e Irã, reforçando que os pontos de consenso superam as divergências com o presidente dos EUA.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, ter discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar do desentendimento, Netanyahu assegurou que a situação será resolvida, enfatizando a força da aliança entre os dois países em meio a tensões regionais no Líbano e no Irã.
Desentendimento Tático e Consenso Estratégico
Netanyahu abordou o tema em entrevista à CNBC, minimizando a importância da discórdia. “Às vezes, como acontece nas melhores famílias, nós temos estes desentendimentos táticos. Nós sempre achamos uma forma de solucioná-los”, declarou o primeiro-ministro.
Ele se recusou a detalhar o teor da conversa com Trump, mas reiterou que os pontos de concordância entre eles superam as desavenças. “Nós concordamos em tantos pontos e entramos em consenso naquilo que é o principal. Podemos discordar pela manhã e tomar medidas conjuntas à tarde”, afirmou Netanyahu.
Donald Trump já havia admitido, também nesta quarta-feira, que a conversa telefônica realizada no último fim de semana (30-31 de maio de 2026) foi “raivosa”. Na terça-feira, 2 de junho de 2026, o site Axios revelou que, durante o contato, o presidente norte-americano teria chamado o premiê de “louco” e o pressionado a interromper a escalada militar contra o Líbano.
A declaração de Trump surgiu em entrevista ao podcast “Pod Force One”. Questionado sobre o diálogo, ele confirmou o atrito: “Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?”, declarou o presidente. Apesar de reconhecer a discussão, o republicano afirmou em seguida que se dá “muito bem” com o líder israelense. Leia mais sobre o assunto em: Trump Admite Discussão “Raivosa” com Netanyahu sobre Escalada no Líbano.
Foco em Líbano e Irã
Netanyahu qualificou Trump como “o melhor amigo que Israel já teve”. Ele justificou as ofensivas israelenses em Beirute, afirmando que o Líbano foi feito refém pelo Hezbollah. “Estamos tentando enfraquecer o Hezbollah para que um Líbano livre possa emergir, precisamos desmilitarizar o Líbano. O Hezbollah não pode invadir Israel e fazer como o Hamas fez”, explicou. Ele não detalhou as declarações de Trump na ligação, mas enfatizou: “Estamos enfrentando um inimigo Hezbollah que quer nos destruir”.
Sobre a guerra com o Irã, Netanyahu alegou que o regime iraniano “está muito mais fraco”, mas ressaltou que o conflito ainda não terminou. Segundo ele, é crucial encontrar uma maneira de retirar o material nuclear de Teerã. As forças israelenses e americanas estão preparadas para entrar no Irã, se necessário. Conflitos regionais envolvendo o Irã continuam sendo um ponto de atenção global, como ilustrado por recentes incidentes: Ataque de Drone Iraniano Mata Um e Fere 63 no Aeroporto do Kuwait.
“Trump e eu concordamos nos principais pontos em relação ao Irã. Se for necessária uma escalada militar, acatarei a decisão de Trump. Ele está avaliando várias opções. Conversamos uma vez a cada dois dias”, mencionou o premiê. Netanyahu alertou para a possibilidade de uma opção militar para abrir o Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de divergência para alcançar um entendimento para encerrar a guerra. *Com informações do Estadão Conteúdo.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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