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INTERNACIONAL

Trump e Xi em Pequim: Cúpula Decisiva Enfrenta Impasse sobre Taiwan e Crise no Irã

Presidentes dos EUA e da China buscam equilibrar interesses comerciais e geopolíticos, com venda de armas a Taiwan e a crise no Estreito de Ormuz como pontos críticos da agenda.

12/05/2026 às 14:36
3 min de leitura
O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), e o presidente chinês, Xi Jinping, apertam as mãos após reunião no salão de recepção Naraemaru, dentro de uma base da Força Aérea em Busan, Coreia do Sul, em 30 de outubro de 2025. (Coreia do Sul) EFE/EPA/YONHAP COREIA DO SUL

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou nesta terça-feira (12) em Pequim para um encontro de alta relevância com o líder chinês Xi Jinping. A cúpula bilateral, aguardada com expectativa global, tem em sua pauta discussões cruciais que abrangem desde a escalada da guerra no Irã e as relações comerciais até a polêmica venda de armas americanas a Taiwan, um tema que provoca forte reação de Pequim.

A questão de Taiwan, ilha que a China considera parte inalienável de seu território e Washington reconhece como democrática, emerge como um dos principais focos de tensão. Na véspera da viagem, na segunda-feira (11), o presidente Trump afirmou que abordaria o assunto diretamente com Xi Jinping. “Vou ter essa conversa com o presidente Xi. Ele gostaria que não fizéssemos isso [a venda de armas para Taiwan]. Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, declarou Trump a jornalistas. A China, por sua vez, reiterou sua “oposição coerente e clara” à venda, conforme manifestado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, nesta terça-feira.

A política americana em relação a Taiwan é sustentada pelas “Seis Garantias” de 1982, que asseguram a não consulta a Pequim sobre as vendas de armamento à ilha. Apesar da preocupação com uma possível invasão chinesa, especialmente após a redução de munições americanas devido ao envolvimento no conflito iraniano, Trump minimizou a ameaça. Comparando a situação com a invasão russa da Ucrânia, o presidente americano expressou otimismo: “Não acho que algo semelhante vá acontecer. Tenho uma relação muito boa com o presidente Xi. Ele sabe que não quero que isso aconteça”.

Em Taipé, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan reafirmou nesta terça-feira o compromisso de “reforçar a estreita cooperação” com os EUA e “desenvolver capacidades eficazes de dissuasão para manter em conjunto a paz e a estabilidade do Estreito de Taiwan”. Paralelamente, a pauta da cúpula inclui um apelo dos EUA à China para que esta pressione o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o comércio global e atualmente afetado pela guerra.

Na semana passada, o diplomata chinês Wang Yi já havia se encontrado com o ministro iraniano Abbas Araghchi em Pequim, solicitando esforços para a reabertura da passagem, embora a China tenha evitado culpar diretamente o Irã pelo bloqueio naval. Lizzi Lee, do Asia Society Policy Institute, observa que “os Estados Unidos já estão aumentando a pressão sobre a China antes da cúpula ao mirar seus laços econômicos com Teerã”. Essa pressão se intensificou no mês passado, quando Trump advertiu sobre a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos chineses caso Pequim fornecesse assistência militar a Teerã.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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