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INTERNACIONAL

Líbano registra 19 mortos em ataques israelenses; confrontos persistem apesar do cessar-fogo

Ministério da Saúde libanês denuncia "massacre" após bombardeio que matou crianças e mulheres, enquanto Hezbollah reporta combates e ataques a Israel.

20/05/2026 às 18:46
3 min de leitura
Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu a vila de Burj el-Shmali, no sul do Líbano, no dia 19 de maio de 2026

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Dezenove pessoas morreram no sul do Líbano em uma série de ataques aéreos israelenses ocorridos ontem, terça-feira (19 de maio), de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Os incidentes, que incluíram um bombardeio classificado como “massacre” pelo governo, acontecem em um cenário de intensos confrontos reportados pelo Hezbollah, que afirma ter enfrentado tropas israelenses e atacado alvos em Israel, apesar de um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.

O ataque mais letal ocorreu na cidade de Deir Qanun al-Nahr, no distrito de Tiro, onde um bombardeio aéreo resultou na morte de dez pessoas, incluindo três crianças e três mulheres, e deixou três feridos. O Ministério da Saúde libanês classificou o episódio como um “massacre” em comunicado oficial, destacando a gravidade das vítimas civis.

Outros nove indivíduos, entre eles uma mulher, perderam a vida em diferentes ataques na região sul do país, que também deixaram 29 feridos, incluindo seis mulheres e uma criança. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN) e fotógrafos da AFP confirmaram uma série de bombardeios que devastaram áreas diversas nos distritos de Tiro e na província de Nabatieh. Em Maashuq, dois andares de um edifício desabaram, e em Saray, Nabatieh, um bairro histórico com lojas e mesquitas sofreu extensa destruição. Além disso, na segunda-feira (18 de maio), um centro de atenção primária à saúde, ligado ao Comitê Islâmico de Saúde do Hezbollah, foi completamente destruído em um ataque na cidade de Tiro.

O Hezbollah, por sua vez, declarou que seus combatentes “entraram em confronto” com forças israelenses que tentavam avançar em direção à cidade de Haddatha, afirmando que os embates ainda estavam em curso e que um tanque israelense foi destruído. O grupo, apoiado pelo Irã, também reivindicou a autoria de múltiplos ataques contra as forças israelenses no sul do Líbano e o bombardeio de plataformas de defesa aérea Domo de Ferro no norte de Israel, próximo à fronteira.

As Forças Armadas israelenses, antes dos recentes ataques, haviam emitido alertas de evacuação para doze cidades libanesas, sendo onze no sul e uma no Vale do Bekaa, repetindo o aviso posteriormente. É notável que Deir Qanun al-Nahr, palco do ataque mais letal, não estava entre as localidades incluídas nesses alertas. Em um comunicado separado, o exército de Israel informou ter interceptado um drone proveniente do Líbano.

A Defesa Civil libanesa adicionou que sete cidadãos desapareceram após uma incursão israelense na cidade de Rashaya al-Fukhar. Quatro deles foram posteriormente libertados pelas forças israelenses, mas os outros três permanecem “em cativeiro israelense”, conforme o comunicado.

A escalada de violência ocorre apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril, e no contexto de o Hezbollah ter envolvido o Líbano na guerra do Oriente Médio desde 2 de março deste ano, disparando foguetes contra Israel em apoio ao Irã, seu aliado.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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