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INTERNACIONAL

Jovens Brasileiros Lideram Preocupação Global com Mudanças Climáticas, Aponta Estudo

Pesquisa UNICEF-Capgemini revela que 75% dos jovens no Brasil temem o futuro climático; 66% veem oportunidades em habilidades sustentáveis.

25/05/2026 às 07:16
3 min de leitura
O sol nasce perto da Torre Eiffel e da Basílica do Sagrado Coração, no topo da colina de Montmartre, em Paris, em 1º de julho de 2025, enquanto a cidade está em alerta vermelho para altas temperaturas, com o topo da Torre Eiffel fechado, o trânsito poluente proibido e restrições de velocidade em vigor, enquanto uma onda de calor escaldante atinge a Europa. As mudanças climáticas causadas pelo homem tornaram a recente onda de calor europeia até 4°C mais quente em muitas cidades, disseram cientistas em 9 de julho de 2025, elevando as temperaturas a um nível mortal para milhares de pessoas vulneráveis. (Foto de Thibaud MORITZ / AFP)

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Jovens brasileiros demonstram uma preocupação acentuada com as mudanças climáticas, superando a média global. Um estudo recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a consultoria Capgemini, revelou que 75% dos jovens no Brasil temem como o aquecimento global afetará seu futuro. Além disso, 66% concordam que o desenvolvimento de habilidades sustentáveis, as chamadas “green skills”, criará novas oportunidades de emprego.

Os índices brasileiros em ambos os casos superam as médias observadas mundialmente. Entre todos os respondentes da pesquisa, 67% acreditam que ainda há tempo para evitar os efeitos mais severos do aquecimento global. Paralelamente, 61% afirmaram que desenvolver competências climáticas aumenta as chances de sucesso na carreira profissional.

Contexto da Pesquisa e Percepções sobre o Futuro

A pesquisa, intitulada “Futuro dos jovens no clima – preparando para um futuro sustentável”, entrevistou 5.100 jovens com idades entre 16 e 24 anos. O levantamento abrangeu 21 países: Brasil, Índia, México, China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Austrália, Japão, Polônia, África do Sul, Nigéria, Bangladesh, Egito, Etiópia, Quênia, Paquistão, Tailândia, Indonésia e Turquia. Notavelmente, 83% dos jovens ouvidos residem em países do Sul Global, caracterizados por serem nações em desenvolvimento.

Danilo Moura, especialista em Clima e Meio Ambiente do UNICEF no Brasil, destaca a vulnerabilidade da nova geração. “As novas gerações estão desproporcionalmente expostas aos riscos da crise climática – pela sua fisiologia, mas também por questões sociais e de comportamento. Além, claro, de que os mais jovens, por definição, vão lidar com os impactos da mudança do clima por mais tempo”, afirmou.

Moura também ressaltou a necessidade de adaptação no mercado de trabalho. “Adolescentes e jovens se aproximando do momento da transição para o mundo do trabalho têm de considerar que construirão as carreiras em um mundo em acelerada transformação, que pode tornar obsoletos conhecimentos que eram valiosos no passado e demandar novas competências e habilidades – e governos e o setor privado precisam levar isso em consideração também”, completou.

Críticas à Liderança e Perspectivas de Ação

O estudo também explorou as percepções sobre o combate ao aquecimento global. Um total de 72% dos entrevistados, e 76% dos jovens brasileiros, acreditam que ainda é possível reverter os problemas causados pelas mudanças climáticas. No entanto, 73% dos jovens no Brasil consideram que os líderes políticos não agem o suficiente para enfrentar a questão. Essa percepção se estende aos líderes empresariais, com 76% dos jovens brasileiros partilhando dessa visão. A discussão sobre a atuação dos líderes políticos e empresariais é central para o futuro do planeta, refletindo a urgência de iniciativas como a busca por soluções para 2026 e a valorização de vozes como a de Sonia Guajajara em fóruns internacionais.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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