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INTERNACIONAL

Irã executa filho de escritor por espionagem e traição a serviço de EUA e Israel

Mojtaba Kian, condenado por fornecer informações estratégicas e coordenadas de instalações de defesa, teve a sentença cumprida por enforcamento neste domingo, 25 de maio.

26/05/2026 às 09:46
3 min de leitura
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O Irã executou por enforcamento neste domingo, 25 de maio de 2026, Mojtaba Kian, filho do renomado escritor Mohammad Gholi, após ser considerado culpado de espionagem, traição e colaboração com os serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. A execução ocorreu em meio a um contexto de tensões regionais e um processo judicial acelerado.

A sentença, proferida inicialmente pelo Tribunal Provincial de Alborz e ratificada pela Suprema Corte iraniana após a rejeição de todos os recursos de apelação, incluiu também a confiscação total dos bens do executado. As autoridades judiciais iranianas destacaram que, em conformidade com as diretrizes para casos de traição, todo o processo, desde a prisão até a execução, foi concluído em menos de 50 dias.

De acordo com o processo judicial e as investigações técnicas, divulgadas pela agência de notícias iraniana Mizan, Kian teria fornecido informações estratégicas e coordenadas geográficas precisas sobre instalações industriais da defesa nacional a redes consideradas hostis, ligadas a Washington e Tel Aviv. As provas coletadas indicam o envio de pelo menos oito mensagens contendo localizações críticas de fábricas de produção de armamentos.

O Ministério Público revelou que, em uma das comunicações interceptadas, direcionada a agentes de uma rede de satélite estrangeira, Kian teria feito menção explícita ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao instigar seus contatos a “informarem o assunto a Bibi”. Em sua confissão perante o tribunal, o acusado admitiu ter estabelecido comunicação com essa plataforma e ter recebido um canal privado e seguro para a transmissão de dados confidenciais.

As análises periciais confirmaram o impacto direto da espionagem na segurança nacional. Uma das instalações de defesa cuja localização exata foi revelada por Kian foi completamente destruída após ser alvo de um ataque inimigo apenas três dias depois do envio da mensagem. O tribunal justificou a aplicação da pena máxima com base no artigo 1º da Lei sobre o aumento das penas por espionagem e cooperação com regimes hostis contra a segurança e os interesses nacionais.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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