Promotoria Sueca Pede 10 Anos de Prisão por Exploração Sexual da Esposa
Julgamento, encerrado nesta terça-feira, abordou acusações de lenocínio qualificado e estupro, com vítima forçada a encontros com cerca de 120 homens.
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A promotoria sueca solicitou uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos, acusado de explorar a própria esposa ao forçá-la a manter relações sexuais pagas com aproximadamente 120 homens. O pedido foi formalizado na última segunda-feira (25), marcando a reta final de um julgamento que se encerrou nesta terça-feira (26) em Härnösand, no norte do país.
Preso desde 10 de abril, o réu teve seu julgamento conduzido majoritariamente a portas fechadas. A promotora Ida Annerstedt afirmou ter solicitado a condenação por lenocínio qualificado, ressaltando que o acusado “facilitou esses atos e obteve benefício econômico”. Annerstedt qualificou os fatos como de “considerável magnitude”, geradores de “lucros significativos” e uma “exploração impiedosa da denunciante”.
As acusações detalham que o homem criava anúncios online, organizava e supervisionava os encontros, e ainda pressionava a esposa a realizar atos sexuais virtuais para atrair mais clientes. A legislação sueca permite a venda de serviços sexuais, mas criminaliza o pagamento por eles ou a facilitação. A denúncia aponta que a vítima estava em “situação de vulnerabilidade”, e o réu também enfrentou acusações por oito estupros.
Silvia Ingolfsdottir, advogada da vítima, reivindicou uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (aproximadamente 580 mil reais), descrevendo que o acusado “a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria”. Os eventos teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025. Por sua vez, a defesa, representada por Martina Michaelsdotter, mantém que seu cliente nega veementemente todas as acusações.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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