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POLÍTICA

Lula Propõe “Quanto Custa Não Fazer” Como Chave Para Desenvolvimento Nacional

Presidente defende investimentos e autonomia tecnológica em evento da Fiocruz no Rio de Janeiro.

29/05/2026 às 00:16
3 min de leitura
Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a necessidade de o Brasil questionar “quanto custa não fazer” para alcançar o desenvolvimento. A declaração ocorreu no sábado, 23 de maio de 2026, durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Ele enfatizou que o país deve ousar em investimentos para competir globalmente.

A Filosofia do Investimento

Lula reiterou a importância de mudar a mentalidade governamental, que frequentemente prioriza a contenção de gastos. “O que a gente ouve muito no governo é o seguinte: é muito caro. Não tem dinheiro. E as pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. E esse é o desafio que nós temos que ter daqui para frente no Brasil, se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocar o Brasil no rol dos países altamente desenvolvidos”, afirmou o presidente. Ele acrescentou que a inauguração da nova sede da Fiocruz “dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém” e que o país não é “menos competitivo do que ninguém, basta ousar e fazer”.

Relações Internacionais e Transferência de Tecnologia

Sobre política externa, o presidente Lula reafirmou sua postura de não ter “preferência” por nenhum país. Ele mencionou ter comunicado essa posição ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro em Washington neste mês de maio. “Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar junto conosco e com quem queira participar da transferência de tecnologia para o nosso País”, reiterou.

Retorno do Investimento

O presidente argumentou que o Brasil não deve “ter medo de fazer investimento porque investimento tem retorno na qualidade da saúde, do transporte, do emprego”. Ele comparou a cautela financeira de ministros da Fazenda e gestores em geral. “O ministro da Fazenda em qualquer País do mundo, o cara que cuida da finança em qualquer clube, qualquer associação de bairro, está lá para evitar que a gente gaste o dinheiro. Se o cara tiver R$10, R$100 em cima e fala: não tem, não pode gastar”, exemplificou. Lula defendeu que a pergunta “quanto custa não fazer” deve “inquietar” o governo, incentivando aportes em ativos que agreguem conhecimento, como ferrovias e estradas. “Tudo que a gente tiver que colocar dinheiro para comprar um ativo novo para o País, uma coisa que vai acrescentar conhecimento, que vai acrescentar uma ferrovia, uma estrada, a gente não tem que temer fazer investimento”, reforçou.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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