Israel Desafia Cessar-Fogo com Avanço e Bombardeios no Líbano
Premiê libanês denuncia "escalada perigosa" enquanto tropas israelenses avançam e negociações de segurança prosseguem em Washington.
Anuncie Aqui
Israel intensificou suas operações militares no sul do Líbano no sábado (30), avançando em território libanês e realizando novos bombardeios, apesar de um cessar-fogo teoricamente em vigor desde meados de abril e de negociações diplomáticas em curso em Washington.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, classificou a conduta israelense como uma “escalada perigosa e sem precedentes”, acusando Israel de implementar uma “política de terra arrasada e punição coletiva”. Contudo, Salam defendeu a decisão de Beirute de engajar-se em negociações com Israel – um movimento ao qual o Hezbollah se opõe – como o “caminho menos custoso” para o país.
As forças israelenses ordenaram a evacuação de uma dezena de vilarejos no sul do Líbano na manhã de sábado, antes de lançarem novos ataques. Um drone israelense atingiu um veículo militar perto de Nabatiyeh, ferindo gravemente dois soldados libaneses, segundo o exército do Líbano. Houve também relatos de disparos de artilharia próximos à fortaleza medieval de Beaufort. Em resposta, o grupo pró-iraniano Hezbollah reivindicou múltiplos ataques contra o norte de Israel e confrontos com tropas israelenses em diversas localidades libanesas, afirmando que as forças inimigas “ainda não haviam conseguido assumir o controle” dessas áreas.
O exército israelense confirmou que mais de 25 projéteis foram lançados do Líbano em direção a Israel no sábado, acionando sirenes de alerta em cidades como Karmiel e Safed, algo inédito desde o início do cessar-fogo. Na sexta-feira (29), bombardeios israelenses em cerca de trinta localidades da região de Tiro resultaram em 11 mortos, incluindo um socorrista, e oito feridos, conforme o Ministério da Saúde libanês. Na mesma ocasião, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que seu exército havia “cruzado o Litani”, referindo-se ao rio situado a cerca de 30 km da fronteira, após Israel designar grande parte do sul do Líbano como “zona de combate”.
Em meio a essa escalada de hostilidades, Líbano e Israel iniciaram negociações em abril sob a mediação dos Estados Unidos, buscando um acordo de segurança. O Hezbollah, cujo desarmamento é uma exigência israelense ao governo libanês, mantém sua oposição frontal a qualquer pacto. Em Washington, uma reunião entre autoridades militares israelenses e libanesas na sexta-feira foi descrita como “construtiva” pelo Pentágono, sinalizando a complexidade do cenário diplomático em paralelo aos confrontos no terreno.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
Ver mais matérias
Comentários