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POLÍTICA

Jornada de 40 Horas Aprovada na Câmara, Mas Senado é ‘Grande Incógnita’, Alerta Erika Hilton

Após aprovação histórica na Câmara dos Deputados, parlamentar do PSOL-SP destaca apelo popular como chave para superar resistências no Senado Federal.

02/06/2026 às 22:16
3 min de leitura
Erika Hilton

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a jornada máxima de 40 horas semanais e garante dois dias de folga remunerada foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 27 de maio de 2026. No entanto, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já projeta um cenário desafiador no Senado Federal, classificando a Casa Alta como uma “grande incógnita” para a tramitação final da matéria.

Em entrevista concedida ao Jornal Jovem Pan na mesma data da votação na Câmara, Hilton enfatizou a necessidade de replicar a estratégia bem-sucedida na Casa Baixa. “Vamos ter que mostrar que é uma matéria importante, que tem um apelo popular e que a sociedade está com os olhos atentos à essa votação”, declarou a parlamentar, ressaltando a “ansiedade gigante” da população pela aprovação da PEC. Segundo ela, essa expectativa triplicada será o principal argumento para “destravar a matéria” no Senado.

Para “sentir a temperatura” e entender o comportamento dos senadores, a deputada adiantou que buscará uma agenda com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), logo após a aprovação na Câmara. Hilton expressou preocupação com possíveis “manobras” na Casa Alta, que poderiam dificultar a sanção final do texto, e a necessidade de compreender as intenções dos membros do Senado.

A aprovação da PEC na Câmara dos Deputados ocorreu com o placar favorável que a deputada previa, confirmando o fim da escala 6×1. O texto, que agora segue para o Senado, propõe a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, além de aumentar o repouso semanal remunerado para dois dias, não necessariamente consecutivos. O relator da proposta, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), defendeu a medida como “viável, urgente e necessária”, resgatando a “promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”.

Anteriormente, na segunda-feira, 25 de maio, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia informado sobre um acordo com o Palácio do Planalto para que as novas medidas entrem em vigor em um prazo de 60 dias após a sanção presidencial. A expectativa é que o Senado delibere sobre a matéria com a mesma celeridade e sensibilidade ao clamor popular que impulsionou sua aprovação na Câmara.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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