PF Endurece Contra Daniel Vorcaro e Investigará Financiamento de Filme sobre Bolsonaro
Polícia Federal recusa delação do banqueiro do Banco Master e pede ao STF apuração de verbas para 'Dark Horse'.
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A Polícia Federal (PF) comunicou à Jovem Pan na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, que não negociará mais com o banqueiro Daniel Vorcaro, descartando qualquer nova chance de delação. A corporação já havia negado o pedido de delação premiada do proprietário do Banco Master em 20 de maio de 2026.
A PF também informou que vê indícios suficientes para investigar o dinheiro de Vorcaro destinado ao filme “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de investigação já foi protocolado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Defesa e Negociações
O advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Daniel Vorcaro após a recusa do pedido de delação em 20 de maio de 2026. Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações para firmar um acordo de cooperação com o banqueiro.
Em 18 de maio de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. O ministro também suspendeu o acesso dos advogados a qualquer hora do dia. Anteriormente, quando oficializou o processo de delação premiada, o banqueiro foi custodiado na mesma Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava detido.
A transferência de Vorcaro para uma cela comum indicava que as negociações de cooperação não avançariam. Em 6 de maio de 2026, a defesa do banqueiro enviou uma nova proposta de delação premiada. A iniciativa ocorreu após a PF e a PGR recusarem o primeiro material de colaboração. As autoridades entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.
O último material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acreditava que a delação garantiria sua liberdade. A proposta continha uma série de anexos e sugeria o pagamento de uma multa bilionária.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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