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INTERNACIONAL

USTR Propõe Tarifa de 25% a Produtos Brasileiros Após Concluir Investigação

Relatório aponta irregularidades em comércio digital, etanol e desmatamento; consulta pública segue até 15 de julho de 2026.

02/06/2026 às 08:16
3 min de leitura
Encontro Lula e Trump

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O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º de junho de 2026), uma investigação contra o Brasil. O órgão classificou políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, os EUA propõem uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras. A medida busca combater ações que, segundo Washington, oneram e restringem o comércio americano.

Fundamentação e Áreas de Irregularidade

A decisão do USTR fundamenta-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final detalha irregularidades em seis áreas cruciais. Estas incluem comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No setor digital, a investigação critica ordens judiciais brasileiras. Elas visam a remoção de conteúdo e a suspensão de perfis em redes sociais americanas. Restrições a sistemas de pagamentos também foram citadas. Sobre o etanol, o relatório destaca a falta de tratamento tarifário recíproco do Brasil desde 2017. O documento ainda aponta falhas na aplicação eficaz das leis brasileiras contra o desmatamento, apesar de sua existência.

Declarações e Próximos Passos

O embaixador Jamieson Greer comentou a decisão. Ele declarou que “a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes”. Greer acrescentou que, “embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações”.

O Escritório do Representante Comercial abriu consulta pública sobre as medidas propostas. Interessados podem enviar comentários por escrito até 1º de julho de 2026. Uma audiência pública sobre a ação está agendada para 6 de julho de 2026. O prazo legal para a definição das medidas corretivas finais encerra-se em 15 de julho de 2026. A questão da aplicação de medidas anticorrupção, uma das áreas citadas no relatório, continua sendo um ponto de atenção nas relações comerciais.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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