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ESTADO

Futuro em Construção: Qualificação Profissional Abre Novas Portas para Mulheres em Prisões de MS

Iniciativas da Agepen, por meio do Pronatec Mulheres Mil, capacitam reeducandas em cursos como copeira e vendas, buscando a reinserção social e a quebra do ciclo de reincidência criminal no estado.

12/06/2026 às 12:46
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Em Mato Grosso do Sul, o som de portas se abrindo para novas oportunidades ecoa em vez do fechamento, dentro das unidades prisionais femininas. Longe de ser apenas um local de custódia, o sistema penitenciário do estado tem se transformado em um espaço de reconstrução, onde a qualificação profissional abre caminhos concretos para a reinserção social de mulheres privadas de liberdade.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) tem investido de forma estratégica em programas de capacitação, reconhecendo-os como ferramentas essenciais para a redução da reincidência criminal. O foco é preparar essas mulheres para um retorno digno à sociedade, com novas perspectivas e habilidades.

Por meio do Programa Pronatec Mulheres Mil, reeducandas da capital e do interior de Mato Grosso do Sul estão sendo capacitadas em diversas áreas. O curso de copeira, por exemplo, oferecido em unidades como o Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, em Campo Grande, e em São Gabriel do Oeste, vai além da técnica, abordando aspectos sociais, emocionais e econômicos. Em Rio Brilhante, a formação se concentra na área de vendas.

Com uma carga horária robusta de 160 horas-aula, divididas em dois módulos, o curso de copeira abrange desde conteúdos básicos como português, matemática e informática, até disciplinas específicas. As participantes aprendem sobre preparo de bebidas e lanches, higiene e manipulação de alimentos, atendimento ao cliente, empreendedorismo e direitos trabalhistas, em 35 dias letivos dedicados apenas ao módulo técnico.

Essa política pública, defendida pela Agepen, busca transformar o sistema prisional em um ambiente que não só custodia, mas que prepara efetivamente. “Nosso compromisso é garantir que essas pessoas tenham acesso real a oportunidades quando deixarem o sistema. A educação e a qualificação profissional são ferramentas essenciais para quebrar ciclos e permitir que novas histórias sejam construídas com dignidade, autonomia e responsabilidade”, afirma Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agepen.

A diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado Alves, complementa que, embora muitas vezes invisíveis à sociedade externa, essas transformações ocorrem diariamente. “Em cada aula assistida, em cada habilidade desenvolvida, em cada plano que começa a ser desenhado, estamos testemunhando a construção de um novo futuro para essas mulheres”, pontua, ressaltando o impacto silencioso, mas profundo, dessas iniciativas.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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