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INTERNACIONAL

Irã e EUA Anunciam Acordo de Cessar-Fogo Após Quatro Meses de Conflito

Pactos preliminares visam encerrar hostilidades e abrir caminho para negociações sobre programa nuclear e sanções; divergências sobre Estreito de Ormuz persistem.

15/06/2026 às 19:36
3 min de leitura
donald trump

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Teerã e Washington alcançaram um acordo preliminar para pôr fim a quase quatro meses de guerra, preparando o terreno para futuras negociações aprofundadas sobre o controverso programa nuclear iraniano e a suspensão das sanções econômicas impostas ao país. O anúncio, embora feito com poucos detalhes oficiais, marca uma potencial virada em um dos conflitos mais tensos do Oriente Médio em 2026, que envolveu escaramuças e tensões regionais.

Apesar da reticência oficial em divulgar os termos completos, a imprensa iraniana, em particular as agências Mehr e Fars, publicou o que alega serem os aspectos centrais de um acordo de 14 pontos. Na sexta-feira anterior ao anúncio, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia antecipado que os pormenores só seriam revelados após a assinatura formal do pacto, que agora parece estar em fase de implementação.

Entre os pontos vazados pela mídia iraniana, destaca-se um “cessar-fogo permanente e imediato em todas as frentes”, incluindo o Líbano, o que sublinha a abrangência regional do conflito. O acordo também prevê a liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados em um prazo de 60 dias, com metade desse valor a ser disponibilizada antes do início das negociações de fase dois. Além disso, a suspensão das sanções sobre a venda de petróleo iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, bem como o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, seriam pré-condições para o avanço das conversações.

Um ponto de discórdia notável, no entanto, emerge na questão do Estreito de Ormuz. Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nas redes sociais a “abertura livre de pedágio do Estreito de Ormuz”, a versão iraniana difere significativamente. Segundo a Mehr, Teerã reabrirá a passagem estratégica para o comércio de combustíveis “no prazo de 30 dias, de acordo com os ajustes iranianos”. A agência Fars, por sua vez, informou nesta segunda-feira que uma cláusula foi incluída nas etapas finais da negociação, permitindo a Teerã impor o pagamento de “serviços marítimos” em Ormuz, o que foi interpretado como aceitação de pedágios pelos EUA.

O chanceler Araghchi já havia reconhecido anteriormente que a cobrança de pedágios na rota não seria aceitável sob o direito internacional, mas mencionou a possibilidade de tarifas por serviços, em cooperação com Omã. A declaração do ministro de que “a administração do Estreito de Ormuz não será mais como antes” reforça a intenção iraniana de redefinir o controle sobre essa via marítima vital, adicionando uma camada de complexidade às futuras negociações e à estabilidade regional.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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