Lula e Trump: G7 Revela Tensão Apesar de Diálogo Alegado por Aliados
Vídeo oficial mostra ausência de interação entre líderes; governo brasileiro busca diálogo sobre tarifas e designação de facções como terroristas.
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Um vídeo oficial da Cúpula do G7, divulgada nesta terça-feira (16), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder norte-americano Donald Trump sem interagirem ou se cumprimentarem durante a tradicional foto dos líderes. Apesar das imagens, aliados de Lula afirmaram à Jovem Pan que os dois presidentes conversaram em um evento social posterior. Políticos da oposição, no entanto, divulgaram amplamente o vídeo como sinal de desgaste na relação bilateral.
O entorno do presidente petista minimizou o episódio. Eles alegaram que Trump e Lula se cumprimentaram e tiveram uma breve conversa em um evento social da cúpula, realizado poucas horas após a sessão de fotos. Os aliados negam qualquer tensão entre os dois chefes de Estado.
O governo brasileiro mantém a expectativa de que Lula consiga dialogar com o republicano sobre a possível imposição de novas tarifas a produtos do Brasil. Após o “tarifaço” — a taxação de produtos globais pelo governo dos EUA —, o presidente, parlamentares e parte do empresariado negociaram com sucesso a derrubada de grande parte das taxações. Trump, apesar das divergências ideológicas, elogiou Lula e afirmou manter uma boa relação com o brasileiro.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou um relatório. O documento é resultado de uma investigação iniciada em 2025 pelo governo Trump. A apuração mirou supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. A instituição acusa o sistema Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses de serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito MasterCard e Visa, e o WhatsApp Pay.
Até o momento, não há confirmação sobre uma reunião bilateral entre Lula e Trump. Se o encontro ocorrer na França, ele sucederá a última reunião dos dois, em Washington, na Casa Branca, no início de maio de 2026.
Naquela ocasião, Lula informou que as equipes de ambos os governos receberam orientação para apresentar uma proposta. O objetivo era resolver o impasse sobre tarifas de exportação e a investigação comercial do USTR. Essa proposta, contudo, ainda não se concretizou.
“Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo”, declarou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10).
Este encontro no G7 marca o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).
O governo brasileiro tentou, nos últimos meses, evitar essa designação. Avaliava-se que a medida poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou para a aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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