Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
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POLÍTICA

Lula no G7: Presidente Afirma Não Ser Esquerdista e Sugere Modelo Eleitoral Brasileiro à ONU

Em conversa com líderes na França, Lula defendeu a agilidade do sistema eletrônico de votação e descreveu sua trajetória política como de "caminho do meio".

17/06/2026 às 13:56
3 min de leitura
Presidente Lula (PT) chegando no G7, nesta quarta-feira (17)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou “nunca” ter sido um “esquerdista” durante uma conversa informal no G7, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026. Ele também promoveu o sistema eletrônico de votação do Brasil, sugerindo que a Organização das Nações Unidas (ONU) adote o modelo. O encontro ocorreu em Évian-les-Bains, na França, antes da reunião oficial do G7, da qual Lula participou como convidado.

Diálogo sobre Alinhamento Político

Lula conversava com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Embora a conversa fosse reservada, a transmissão da chegada dos líderes permitiu que o diálogo fosse captado ao fundo.

O presidente brasileiro fez uma análise sobre a presença de líderes de direita e esquerda nos principais países ocidentais. Ele observou que a direita liderou esses países por um período muito mais extenso, concluindo que “o mundo não é de esquerda”. “Ou seja, o que isso prova? Que o mundo não é de esquerda (risos). O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, afirmou.

Georgieva, então, comentou: “Mas quando você foi presidente pela primeira vez, todo mundo esperava que você fosse um esquerdista, e você não foi”.

Lula respondeu, rememorando um episódio dos anos 1980: “Mas eu nunca fui esquerdista. Veja, eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação com o sindicalismo italiano, com a UGT espanhola. Em 1980, eu tinha um congresso na Rússia em que fui convidado e não fui para a Rússia porque estava condenado pela lei de segurança nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade e passei a ser tratado como anticomunista”.

Defesa do Sistema Eleitoral Brasileiro

Antes de abordar seu posicionamento político, Lula discorreu para Merz e Georgieva sobre o sistema de votação brasileiro. Ele detalhou o processo eleitoral, desde o momento em que o eleitor se dirige à urna até as regras de votação.

“A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e às 19h já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei porque a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países”, declarou Lula. Merz, bem-humorado, respondeu: “na Alemanha nós não temos” isso.

O presidente brasileiro enfatizou a simplicidade do processo, afirmando que “em 30 segundos ele (eleitor) vota”. Ele também mencionou a campanha eleitoral de 2026, descrevendo-a como curta, com “quatro ou cinco candidatos” na disputa presidencial. Lula ressaltou ser “o único eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes”. A participação de Lula no G7, onde Trump declarou liderança e adotou postura conciliadora, marcou um momento de destaque para o Brasil no cenário internacional, embora tensões entre os dois líderes fossem percebidas.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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