Novo Cessar-Fogo é Anunciado no Líbano Após Escalada de Confrontos
Acordo mediado por EUA e Catar tenta conter violência que ameaçou pacto de paz regional, levando ao adiamento de negociações cruciais entre Washington e Teerã.
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Israel e o grupo Hezbollah concordaram com um cessar-fogo nesta sexta-feira (19 de junho de 2026), informou uma autoridade dos Estados Unidos. A trégua, mediada por negociadores americanos e cataris, entra em vigor imediatamente após novos confrontos mortais no Líbano terem colocado sob intensa pressão o acordo de paz assinado há menos de dois dias para encerrar a guerra no Oriente Médio.
A escalada da violência levou ao adiamento das negociações agendadas para hoje na Suíça entre os EUA e o Irã, que visavam avançar para a próxima fase do acordo de paz. Uma nova data para o encontro, que reuniria o vice-presidente americano JD Vance e o principal negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf, ainda não foi anunciada.
Antes do anúncio do cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram que atacaram mais de 80 alvos do Hezbollah no Líbano, alegando ter matado dezenas de membros do grupo apoiado pelo Irã. O Líbano, por sua vez, reportou 21 mortes em ataques aéreos israelenses na região sul do país, enquanto Israel lamentou a perda de quatro soldados, gerando forte comoção interna.
O acordo de paz, assinado nesta semana pelo presidente Donald Trump e o comandante iraniano Masoud Pezeshkian, tinha como objetivo pôr fim a uma guerra que teve início em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A inclusão do fim dos combates no Líbano foi uma exigência iraniana, tornando a continuidade da campanha militar israelense na região uma fonte de frustração para Washington.
As declarações antes da nova trégua refletiam a alta tensão. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia afirmado que o exército de Israel permaneceria no Líbano “pelo tempo que for necessário” e faria o Hezbollah pagar um “preço alto”. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, de extrema-direita, foi além, declarando que “todo o Líbano deve queimar” após a morte dos soldados. Do lado iraniano, o principal negociador alertou que Teerã não cederia em suas “linhas vermelhas” e que seu dedo permanecia “no gatilho”, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, acusou Israel de buscar uma “guerra permanente”.
Uma trégua anterior, acordada em abril, não conseguiu conter os ataques de ambos os lados. Em meio à instabilidade, a retomada do transporte de produtos no Estreito de Ormuz, que permaneceu essencialmente fechado durante o conflito, parecia ganhar ritmo, um sinal econômico da busca por normalização.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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