Colômbia Vota em Segundo Turno Presidencial de 2026 com Apuração em Andamento
Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda disputam a presidência; país inicia contagem dos votos neste domingo (21).
Anuncie Aqui
Eleitores colombianos votam neste domingo (21) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Eles escolherão entre Abelardo de la Espriella, da extrema direita, e Iván Cepeda, senador de esquerda. A Colômbia inicia a apuração dos votos hoje, definindo o próximo chefe de Estado do país.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos, apresenta um discurso anti-guerrilha. Ele desponta como favorito, criticando o que chama de “câncer” da esquerda. O atual presidente, Gustavo Petro, que encerra seu mandato em 2026, levou a esquerda ao poder pela primeira vez na história do país. Espriella conta com o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Iván Cepeda, de 63 anos, é um veterano congressista e filósofo. Ele segue Espriella por uma estreita margem nas pesquisas. Cepeda é um aliado do governo e recebe apoio de setores populares. Estes setores se beneficiaram da redução da pobreza, do aumento do salário mínimo e da queda do desemprego na Colômbia, um dos países mais desiguais do mundo.
Visões Opostas para o Futuro Colombiano
O acordo de paz com as Farc, assinado em 2016, trouxe alguns anos de calma. Contudo, uma década depois, a campanha para a eleição de 2026 foi marcada por violência. Ações de grupos armados, com bombas e drones explosivos, e o assassinato de um candidato presidencial preocuparam o país. De la Espriella culpa Petro por esta situação, chamando-o de “chefe da máfia” e ameaçando levá-lo à Justiça dos Estados Unidos.
O advogado, que se autodenomina “El Tigre”, declarou à AFP que buscará apoio de Trump e de Israel. Seu objetivo é lançar uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha. A estratégia inclui bombardeios e fumigação de plantações de drogas. A Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo. Com dupla nacionalidade, colombiana e americana, Espriella opõe-se às políticas de paz de Petro, que tentou negociar com grupos armados com escassos avanços.
Iván Cepeda é filho de um político e senador de esquerda assassinado em 1994 por agentes do Estado e paramilitares. Ele defende as vítimas do conflito e foi um dos arquitetos da “Paz Total” do governo atual. Em entrevista à AFP, Cepeda mostrou-se disposto a revisar essa política. “Pelo bem da Colômbia, primeiro os pobres”, reitera em seus discursos.
Cenário Político e Apoios Nacionais e Internacionais
Gustavo Petro não pode se reeleger. Ele aspira a manter a esquerda no poder em um país historicamente governado por elites conservadoras. Petro conta com o respaldo de governos de esquerda, como México e Brasil. Enquanto isso, a direita apoiada por Trump ganha força em países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador. Para mais detalhes sobre a polarização da disputa, veja: Segundo Turno na Colômbia: Cepeda e Espriella Polarizam Disputa com Agendas Opostas.
De la Espriella tornou-se um fenômeno político. Sua campanha adota símbolos de identidade nacional, como a camisa da seleção colombiana em plena Copa do Mundo de 2026. Ele concede entrevistas onde exibe seu talento como cantor e a vida de luxo que levava na Itália. O candidato defende o porte de armas, a construção de megapresídios e a exploração de petróleo com fracking. Ele também propõe reduzir 40% do Estado e considera a dolarização da economia como “ideal”.
Sem experiência política, Espriella enfrenta críticas por comentários machistas e homofóbicos. Sua defesa de paramilitares e narcotraficantes como advogado também gera controvérsia. A Colômbia aguarda o resultado deste domingo, que definirá o rumo político do país em 2026.
Com informações de AFP
Fonte: Jovem Pan News
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários