EUA e Irã Negociam Fim de Conflito em Encontro “Histórico” na Suíça
Vice-presidente americano JD Vance lidera conversas para encerrar guerra no Oriente Médio, enquanto Teerã anuncia fechamento do estratégico Estreito de Ormuz.
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Os Estados Unidos e o Irã retomaram neste domingo, 21 de junho de 2026, negociações de alto nível na Suíça com o objetivo de finalizar um memorando de entendimento para pôr fim à guerra no Oriente Médio. O conflito, que já dura quase quatro meses, foi desencadeado por bombardeios de Israel e dos próprios EUA contra o Irã em 28 de fevereiro deste ano. O vice-presidente americano, JD Vance, qualificou o encontro como “histórico”, ressaltando os “grandes avanços nas últimas horas” para a concretização da paz.
Em um resort exclusivo em Bürgenstock, nos Alpes suíços, Vance reiterou a missão dada pelo Presidente Donald Trump: “virar a página e transformar nossa relação com o povo iraniano”. Ele condicionou uma mudança fundamental nas relações bilaterais à renúncia iraniana de seu papel como fator de instabilidade regional e ao abandono duradouro de qualquer ambição de possuir armas nucleares. As conversações diretas são mediadas por Catar e Paquistão, cujas delegações também se fazem presentes.
O cerne das discussões foca na guerra em curso no Líbano, envolvendo Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah, e no controverso programa nuclear de Teerã. Um acordo-quadro prévio, assinado entre Washington e Teerã na última quarta-feira, 17 de junho, estabeleceu um período inicial de 60 dias, renovável, para aprofundar esses temas. A delegação iraniana, liderada pelo principal negociador Mohammad Bagher Ghalibaf (presidente do Parlamento), chegou no sábado, 20 de junho, e inclui o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati.
Apesar do otimismo expresso por Vance, obstáculos significativos têm surgido. O Irã insiste que as negociações incluam um cessar-fogo imediato no Líbano. Em uma escalada de tensão, Teerã anunciou no sábado, 20 de junho, o fechamento do Estreito de Ormuz em retaliação à continuidade dos bombardeios israelenses. A medida, que afeta uma passagem marítima vital para o comércio global de petróleo, adiciona urgência e complexidade às deliberações em andamento na Suíça.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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