Bolsonaro Depõe sobre Arma Apreendida e Advogado Alega Defeito
Ex-presidente prestou depoimento à PCDF nesta terça-feira (23); defesa afirma que equipamento estava com segurança para manutenção.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para esclarecer a apreensão de uma arma registrada em seu nome. O equipamento, encontrado com um segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz em Taguatinga (DF) na semana passada, estava com o agente para manutenção, segundo a defesa.
Paulo Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente esclareceu todas as questões. A oitiva aconteceu às 15h. Bolsonaro depôs à PCDF sobre arma apreendida após autorização do Supremo Tribunal Federal.
Defesa Justifica Manutenção da Arma
Bueno explicou que a arma deveria estar custodiada na residência de Bolsonaro. No entanto, o ex-presidente detectou um problema no equipamento. “Ao manusear, o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual prolema”, escreveu o advogado em nota.
O advogado reforçou que não houve intenção de descumprir a lei. “Em momento algum ‘houve intuito de descumprir qualquer determinação legal ‘. ‘Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do DF, seja, em breve, arquivado’”, finalizou Bueno.
Autorização do STF e Questionamentos de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o acompanhamento e a reunião dos advogados com Bolsonaro a partir das 14h desta terça-feira, para a preparação do depoimento. Moraes abriu uma exceção à regra da prisão domiciliar, que limita as visitas da defesa a 30 minutos diários. O STF expandiu o acesso de advogados a Bolsonaro para o depoimento.
A arma foi encontrada no assoalho de um veículo oficial, conduzido por um servidor do GSI. Inicialmente, o motorista alegou ser o proprietário da arma. Contudo, após verificação da ausência de registro em seu nome, ele declarou que o dispositivo pertencia a Bolsonaro e era guardado no automóvel.
Após o incidente, Moraes solicitou esclarecimentos sobre a posse de arma e carregador por Bolsonaro durante a prisão domiciliar. O magistrado também questionou o pedido de reparo próximo ao fim do período de 90 dias de custódia temporária. O STF reavalia a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em meio a estes desdobramentos.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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