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ESTADO

Megaoperação conjunta apreende mais de 2,3 mil itens irregulares em transportadora da Capital

Medicamentos emagrecedores sem registro e dispositivos eletrônicos para fumar foram retirados de circulação após identificação da Sefaz; empresa será autuada por falha em controles internos.

29/06/2026 às 11:37
3 min de leitura

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Uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (Cvisa) resultou, na última quinta-feira (25), na apreensão de um volume expressivo de 2.225 ampolas e canetas emagrecedoras irregulares, além de 129 Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), popularmente conhecidos como vapes, em uma transportadora de Campo Grande.

A operação foi desencadeada após a Sefaz identificar diversas embalagens unitárias suspeitas em meio às encomendas, acionando prontamente a Cvisa para a fiscalização. Embora não se tratasse de um único grande carregamento, o volume total apreendido é considerado extremamente expressivo pela equipe técnica, equivalendo ao montante geralmente encontrado em aproximadamente um mês de fiscalizações em remessas postais.

Entre os produtos retirados de circulação estão medicamentos injetáveis, canetas emagrecedoras que supostamente contêm substâncias como tirzepatida e retatrutida, ácido hialurônico, peptídeos, toxina botulínica e suplementos alimentares. Todos esses itens, comercializados sem a devida autorização sanitária, representam um sério risco à saúde pública.

A transportadora, além de ter os produtos apreendidos, responderá administrativamente perante a Vigilância Sanitária Estadual. A empresa será autuada por não possuir mecanismos internos eficazes para identificar e impedir o transporte de mercadorias ilegais, uma vez que a irregularidade foi inicialmente detectada pela Sefaz, e não por seus próprios controles.

Matheus Pirolo, fiscal e responsável pela área jurídica da Vigilância Sanitária Estadual, ressaltou a importância da detecção feita pela Sefaz. “A descoberta não ocorreu por mecanismos próprios da transportadora, mas sim a partir da atuação da Secretaria de Fazenda. Isso demonstra a necessidade de aprimoramento dos controles internos para impedir a circulação econômica de produtos irregulares”, afirmou Pirolo, destacando a urgência de fortalecimento da vigilância privada para coibir o comércio ilegal.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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