MPMS abre licitação de R$ 22,6 milhões para ampliar estrutura do Gaeco e Gecoc em Campo Grande
Obra no Parque dos Poderes vai modernizar investigações contra crime organizado e corrupção em Mato Grosso do Sul.
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançou licitação para construir e reformar o prédio que abriga o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). A obra, orçada em R$ 22,6 milhões, fica na lateral da sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
Estrutura moderna para investigações complexas
O novo complexo terá área total de aproximadamente 3,6 mil metros quadrados. Do prédio atual, 9,35 m² serão demolidos e outros 626,63 m² passarão por reforma. A expansão prevê cerca de 2,4 mil m² de novas áreas, incluindo estacionamento, guarita e espaços externos.
Segundo o MPMS, o projeto foi planejado para reforçar a infraestrutura de investigação, inteligência e combate a crimes complexos, como delitos cibernéticos. A unidade contará com:
- Salas de trabalho e áreas de apoio para servidores e agentes
- Auditório e refeitório
- Espaços de descanso para equipes em operações
- Dois elevadores e estacionamento coberto
Licitação e prazo de execução
A concorrência eletrônica adota o modelo de contratação integrada. A empresa vencedora ficará responsável pelos projetos básico e executivo, materiais, equipamentos e mão de obra. O contrato terá duração prevista de 34 meses:
- Primeiros 6 meses: elaboração dos projetos
- 28 meses restantes: execução da obra
As propostas serão abertas em 16 de novembro de 2026, às 14h, pelo critério de menor preço.
Convênio com o Governo do Estado
A obra foi viabilizada por convênio entre o MPMS e o Governo de Mato Grosso do Sul. O repasse mais recente, de R$ 17,7 milhões, foi registrado em dezembro de 2024 pela Secretaria de Fazenda para atualização de ativos de tecnologia da informação e segurança institucional.
O MPMS ressalta que o projeto não substitui o plano de expansão da sede da PGJ, orçado em R$ 60 milhões. Trata-se de uma iniciativa prioritária para criar uma “Unidade Integrada de Combate à Criminalidade e à Corrupção”.
Grupos não funcionam como custódia
Apesar de abrigar forças-tarefa contra o crime organizado, o prédio não terá celas. A Polícia Civil encaminha presos para suas próprias estruturas durante operações do Gaeco e do Gecoc. Os grupos poderão receber e armazenar documentos, equipamentos e provas apreendidas para análise.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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