Hezbollah Classifica Acordo Israel-Líbano como “Humilhante Rendição de Soberania”
Líder Naim Qasem condena pacto mediado pelos EUA, chamando-o de "grave erro" de Beirute e exigindo aplicação de memorando Irã-EUA.
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O líder do grupo pró-Irã Hezbollah, Naim Qasem, condenou veementemente no último sábado, 27 de junho, o acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Líbano, classificando-o como uma “humilhante, vergonhosa e uma rendição de soberania” por parte de Beirute. A declaração do movimento surge em meio a esforços internacionais para estabilizar a região, adicionando uma camada de tensão ao já frágil cenário geopolítico do Oriente Médio.
Em comunicado, Qasem reiterou que o Hezbollah considera o pacto “nulo e sem efeito”, acusando as autoridades libanesas de “legitimar” a ocupação israelense e advertindo para o risco de anexação de terras. O líder exigiu que as disposições do memorando de entendimento assinado entre Irã e Estados Unidos na semana passada fossem aplicadas, pedindo ao governo libanês que se arrependesse de seus “pecados” que, segundo ele, estão “arruinando o Líbano”. O Hezbollah tem rejeitado firmemente as negociações diretas entre Líbano e Israel, que estão em andamento desde abril.
A visão de Qasem contrasta drasticamente com a do presidente libanês, Joseph Aoun, que descreveu o acordo como “um primeiro passo” crucial para restaurar a soberania de seu país. Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que as forças de seu país permanecerão no território libanês ocupado “até que o Hezbollah se desarme”. A comunidade internacional, por sua vez, saudou o pacto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a assinatura, destacando que é “um passo crucial para evitar a escalada”, pois “não pode haver paz no Oriente Médio com o Líbano em chamas”.
O acordo-quadro estabelece um processo no qual as forças armadas libanesas devem “restabelecer a autoridade soberana efetiva sobre todo o território libanês, até que o desarmamento dos grupos armados não estatais seja verificado”. Embora o cessar-fogo de 17 de abril não tenha interrompido completamente os combates entre Israel e o Hezbollah, a violência diminuiu desde a assinatura do memorando de entendimento entre EUA e Irã. Teerã, por sua vez, insiste que qualquer acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio deve necessariamente incluir o Líbano, reforçando a complexidade das negociações regionais. Von der Leyen ainda acrescentou que o “próximo passo fundamental é o desarmamento de grupos não estatais e a preservação da soberania e da integridade territorial do Líbano”.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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