Irã bombardeia Kuwait e Bahrein em retaliação a ataques dos EUA
Escalada de tensões no Oriente Médio ameaça cessar-fogo e negociações de paz.
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Teerã lançou mísseis e drones contra o Kuwait e o Bahrein no domingo, 28 de junho de 2026. Os ataques retaliaram bombardeios dos Estados Unidos em território iraniano no sábado, 27 de junho. Esta escalada de tensões põe em risco as negociações para o fim da guerra no Oriente Médio.
Ataques iranianos e acusações mútuas
Na manhã de domingo, a Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica, reivindicou o lançamento de mísseis e drones. Os alvos incluíram a base aérea Ali al-Salem, no Kuwait, e a base naval da Quinta Frota, no Porto Salman, no Bahrein. A Guarda afirmou ter destruído “oito importantes instalações de infraestrutura militar dos EUA” nessas bases.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou “energicamente” os ataques “contra diversas instalações de monitoramento e vigilância na costa sul”. A pasta expressou a “determinação” de Teerã “em defender a soberania nacional do país”.
O Kuwait denunciou “a repetição da cruel agressão iraniana” e afirmou que a ação “compromete” os esforços para pôr fim à guerra no Oriente Médio. No Bahrein, onde as sirenes de alerta soaram duas vezes durante a noite, o exército indicou ter “interceptado e destruído diversos projéteis usados nesses ataques traiçoeiros iranianos”.
Retaliação aos bombardeios americanos
A Força Aérea dos EUA atacou dez alvos no Irã no sábado, 27 de junho. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os alvos incluíram “instalações de defesa aérea, depósitos de drones e infraestrutura para instalação de minas”. A ação americana respondeu a um ataque de drone iraniano contra um petroleiro de bandeira panamenha que passava pelo estratégico Estreito de Ormuz. A mídia iraniana noticiou diversas explosões nas regiões sul de Sirik e Qeshm.
Os Estados Unidos já haviam bombardeado o Irã na sexta-feira, 26 de junho. Este foi o primeiro ataque desde a assinatura de um protocolo de acordo que deu início a um período de negociação de 60 dias visando a uma paz duradoura. Segundo o exército americano, esse bombardeio também foi consequência de outro ataque contra um navio mercante que navegava pelo estreito.
Controle do Estreito de Ormuz e ameaças
Os dois países acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo. Este acordo foi estabelecido em um memorando de entendimento assinado em 17 de junho de 2026, referente ao controle do Estreito de Ormuz. O Irã bloqueou o estreito durante a guerra declarada por Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro de 2026.
O estreito foi reaberto em 17 de junho, mas o Irã autoriza apenas o uso de um corredor de passagem ao longo de sua costa e ameaça atacar qualquer navio que não cumpra essa condição. A Guarda Revolucionária enfatizou no domingo que “medidas foram tomadas” para controlar o tráfego. “De agora em diante, embarcações infratoras serão tratadas com mais firmeza”, alertaram. Antes da guerra, 20% dos hidrocarbonetos do mundo passavam pelo Estreito de Ormuz.
Reação de Donald Trump
O presidente americano Donald Trump afirmou no sábado, 27 de junho, em sua plataforma Truth Social, que o Irã “violou, MAIS UMA VEZ, o acordo de cessar-fogo”. Trump acrescentou: “É muito provável (…) que um dia (…) sejamos forçados a concluir, pela força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir.”
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, c
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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