Brasil Rejeita Acusações dos EUA e Busca Acordo Comercial em Meio a Risco de Tarifa
Governo brasileiro se reúne com representante de comércio dos Estados Unidos após resposta formal do país à investigação da Seção 301.
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O governo brasileiro se reuniu nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, com o representante de comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para discutir relações bilaterais. O encontro ocorre em meio à possibilidade de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e após o Brasil rejeitar formalmente as conclusões de uma investigação comercial norte-americana. A agenda seguiu um acordo de 7 de maio de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump para encontrar uma solução para o comércio bilateral.
Reunião de Alto Nível
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, informou que o encontro de 2 de julho de 2026 já estava programado. Ele detalhou a sequência de reuniões de alto nível com o representante norte-americano:
“Mantive minha quarta reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. As reuniões anteriores aconteceram nos dias 19 e 28 de maio e 13 de junho e foram intercaladas de outros encontros no nível técnico”, esclareceu Elias Rosa.
A conversa buscou aprofundar o debate sobre as relações econômico-comerciais entre Brasil e Estados Unidos. As equipes do Ministério das Relações Exteriores, da Assessoria Especial do presidente Lula e do MDIC participaram do encontro.
A pauta incluiu a análise concreta de seis temas, abordados no contexto das investigações em curso no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio americana:
- comércio digital;
- tarifas preferenciais;
- combate à corrupção;
- proteção à propriedade intelectual;
- etanol;
- desmatamento ilegal.
Brasil Rejeita Acusações e Alerta para Risco de Tarifa
Horas antes da reunião, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O documento rejeitou as conclusões da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.
Assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documento brasileiro afirma que as políticas do país não são “irrazoáveis, discriminatórias ou prejudiciais” ao comércio dos Estados Unidos.
Esta manifestação ocorreu no âmbito de um processo que pode resultar na imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo Trump propôs a medida após o USTR apontar supostas práticas desleais do Brasil nas seis áreas citadas pelo ministro Márcio Elias Rosa, também pauta do encontro com Jamieson Greer.
Na resposta, o Brasil argumentou que o USTR não demonstrou a ligação necessária entre políticas brasileiras concretas e algum prejuízo direto ao comércio americano. Para o governo brasileiro, a investigação parte de divergências políticas e regulatórias, mas não comprova a adoção de medidas discriminatórias contra empresas dos Estados Unidos.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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