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POLÍTICA

STF e Polícia Federal Intensificam Investigações sobre Financiamento de Filme “Dark Horse”

Ministro André Mendonça pede parecer da PGR sobre uso de recursos para estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA; PF apura direcionamento de emendas parlamentares ligadas à produção da obra sobre o ex-presidente.

02/07/2026 às 18:36
3 min de leitura
Dark Horse

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou na terça-feira, 30 de junho de 2026, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre uma notícia-crime. Esta aponta que recursos destinados à produção do filme “Dark Horse”, sobre a carreira política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), podem ter financiado a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Paralelamente, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o suposto direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do mesmo filme.

Apurações no Supremo Tribunal Federal

O parecer do Ministério Público Federal é fundamental para a decisão do STF sobre a abertura de um inquérito ou o arquivamento do caso. A notícia-crime que originou o pedido de Mendonça foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Inicialmente, a ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, pois Lindbergh solicitou a ampliação de um inquérito já existente que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras, e do qual Moraes é relator. O objetivo era incluir a conduta do senador Flávio Bolsonaro.

Após manifestação da PGR, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, redistribuiu o processo a André Mendonça. A decisão considerou a maior relação dos fatos narrados com a investigação sobre as fraudes do Banco Master, da qual Mendonça já é relator.

Investigação da Polícia Federal e Emendas Parlamentares

Em outra frente, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”. Este processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. A investigação foca no envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares, por Mário Frias, a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme. A justificativa oficial das emendas indicava o financiamento de dois projetos sociais.

A apuração da PF teve início após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O gabinete da parlamentar apontou ligação entre empresas de Karina e suspeitas de que as emendas poderiam estar beneficiando o filme sobre Bolsonaro. O ministro Flávio Dino impôs grau 3 de sigilo às investigações, permitindo acesso ao conteúdo apenas a ele e às partes envolvidas.

Contexto das Acusações

Em maio de 2026, o Intercept Brasil publicou gravações nas quais o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para custear “Dark Horse”. Parte do valor de R$ 134 milhões, negociado entre a família Bolsonaro e o banqueiro, foi transferida para um fundo sediado no Texas. Eduardo Bolsonaro reside no Texas, e o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado, é um dos controladores deste fundo.

Na quarta-feira, 1º de julho de 2026, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, confirmou em entrevista coletiva que o inquérito para apurar os fatos foi aberto na sexta-feira, 26 de junho de 2026, após autorização do STF.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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