Trump desconhecia Petro em lista de sanções dos EUA, revela presidente colombiano
Em ligação, Petro pediu remoção da lista OFAC e expressou surpresa com desinformação de Trump sobre eleições colombianas de 2026.
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou nesta sexta-feira (3) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a remoção de seu nome e de sua família da lista de sanções da OFAC (Office of Foreign Assets Control). Segundo Petro, Trump não tinha conhecimento da inclusão do líder colombiano no cadastro, que restringe o comércio com entidades estadunidenses.
A conversa telefônica, a quarta entre os dois líderes, revelou ainda a surpresa de Petro com a desinformação de Trump sobre a posição do colombiano em relação a Abelardo de la Espriella, o presidente eleito da Colômbia, que assume o cargo em 7 de agosto de 2026.
Petro divulgou detalhes da ligação em suas redes sociais, classificando-a como “uma conversa amável”. Ele citou Trump, que teria chamado Petro de “godman” (homem de Deus) e manifestado desejo de futuras conversas.
Durante o diálogo, o presidente colombiano buscou apoio para conter a polarização social e prevenir a violência em seu país. Ele também alertou Trump sobre a crescente polarização regional, envolvendo Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
“Eu o alertei sobre a enorme polarização crescente entre a sociedade dos 5 países que Simón Bolívar libertou e que, até sua morte, sempre carregou o mecha de cabelo que George Washington lhe deu.”
Combate às drogas
Petro apresentou a Trump os avanços do Programa Nacional Integral de Sustitución de Cultivos de Uso Ilícito (PNIS). A iniciativa oferece incentivos financeiros e técnicos para agricultores colombianos substituírem o cultivo de folha de coca por culturas lícitas, como café, cacau e coco.
O PNIS, que conta com o apoio de parceiros internacionais como os EUA, visa diminuir a produção de cocaína no país. Os Estados Unidos fornecem insumos, assistência técnica, infraestrutura de processamento e facilitam o escoamento da produção.
O presidente colombiano afirmou que o programa obteve progresso significativo durante sua gestão, gerando orgulho na sociedade. Ele garantiu que investimentos para o PNIS estão programados até o final de 2026, mesmo após sua saída do governo em agosto.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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