EUA Rejeitam Alerta Brasileiro sobre Risco de Ação Militar
Departamento de Estado classifica preocupação do Itamaraty como "absurda" após alerta sobre consequências da designação de PCC e CV como terroristas.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como “absurda” a indicação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre o risco de ação militar norte-americana em território brasileiro. A declaração, feita por um porta-voz nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, responde a um ofício do Itamaraty à Câmara dos Deputados.
Neste documento, o governo brasileiro alertou para potenciais medidas contra o país, incluindo o uso da força militar, após a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais pelos Estados Unidos.
Itamaraty Adverte sobre Riscos
Em nota enviada à Jovem Pan, o representante do Departamento de Estado afirmou que a Casa Branca tem “tomado medidas decisivas conforme suas próprias prerrogativas soberanas para combater narcoterroristas”. Ele justificou a medida, apontando que as facções brasileiras operam nos Estados Unidos.
O ofício do Itamaraty, enviado à Câmara dos Deputados em 1º de julho de 2026, reconheceu que a decisão dos Estados Unidos em classificar o PCC e o CV como organizações terroristas pode gerar ações contra o Brasil. Estas ações podem ocorrer especialmente nos âmbitos financeiro, migratório e penal.
O texto, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a um pedido de informação da Câmara, detalha as preocupações. Ele afirma: “Há, ademais, risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”.
Defesa Norte-Americana e Oposição Brasileira
O porta-voz do Departamento de Estado defendeu a classificação como uma forma de proteger a população norte-americana das duas organizações criminosas. Ele complementou: “Alegações vagas de intervenção são frequentemente um pretexto para auxiliar e acobertar alguns dos grupos mais violentos do mundo”.
Desde 1º de julho de 2026, a classificação do PCC e do CV como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês) está em vigor. Com este enquadramento, as autoridades norte-americanas podem aplicar medidas econômicas contra grupos ou indivíduos.
Em 28 de maio de 2026, ao anunciar a classificação, o Departamento de Estado indicou a intenção de enquadrar ambos os grupos também como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), o que resultaria em punições mais severas.
No documento enviado à Câmara, o Itamaraty classificou a decisão dos Estados Unidos sobre as facções como um “ato unilateral”. O ministério também informou que o governo brasileiro manifesta sua oposição à classificação.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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