Petro Veta Posse de Sucessor em Base Militar na Colômbia
Presidente esquerdista Gustavo Petro invoca a lei e a Constituição de 1991 para vetar a intenção do ultradireitista Abelardo De la Espriella de realizar a cerimônia em instalação militar.
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Gustavo Petro, presidente da Colômbia, proibiu que seu sucessor, o ultradireitista Abelardo De la Espriella, tome posse em uma instalação militar. A decisão de Petro, anunciada neste 13 de julho de 2026, reafirma a obrigatoriedade legal da cerimônia ocorrer no Congresso, em Bogotá, conforme estabelecido pela Constituição e pela legislação colombiana.
De la Espriella, que não possui maioria própria no Legislativo, havia solicitado ao novo Congresso – que inicia sua legislatura em 20 de julho – autorização para realizar a posse em uma guarnição militar. A proposta alinha-se aos seus discursos e posicionamentos favoráveis às forças de segurança do país.
Em uma publicação na rede social X, Petro foi enfático: “No exercício de minhas faculdades constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para uma posse de um presidente da República da Colômbia”. O ato de posse está agendado para 7 de agosto.
O presidente esquerdista ressaltou que “os quartéis militares e policiais estão sob minhas ordens até o momento em que o novo presidente prestar juramento” e, portanto, “até este momento sou o comandante supremo das forças militares”. Ele acrescentou que “nenhum oficial presta continência a um civil, exceto quando este é seu comandante supremo”, reforçando sua autoridade até a transição.
Petro, que anteriormente afirmou ter provas de fraude no segundo turno eleitoral e convocou uma manifestação para 20 de julho, também destacou que “nos quartéis não se fazem leis, se fazem ações de segurança de defesa do povo e de sua vida”. Ele concluiu afirmando que, “enquanto eu for presidente, defendo as leis e a Constituição de um povo soberano”. A polêmica se intensifica ainda com a declaração de Petro sobre o fato de Abelardo não querer cumprimentá-lo, o que ele classificou como um “elogio”, mas reiterando que “obedeço às leis da Constituição de 1991”.
Analistas e juristas do país consideram que a logística para o deslocamento dos congressistas até uma base militar para o juramento seria complexa e desafiadora.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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