Espriella suspende diálogos de paz e desmantela estruturas na Colômbia
Presidente eleito Abelardo de la Espriella anuncia fim de negociações com grupos armados ilegais e extinção de órgãos de paz a partir de sua posse em 7 de agosto de 2026.
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O presidente eleito da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, anunciou na segunda-feira, 13 de julho de 2026, a suspensão de qualquer diálogo em andamento entre grupos armados ilegais e a administração do presidente Gustavo Petro. Espriella também afirmou que extinguirá a assessoria presidencial para a paz e o cargo de comissário para a paz. Estas medidas entrarão em vigor após sua posse em 7 de agosto de 2026.
Fim dos Diálogos de Paz
“Acaba-se o comissário para a paz porque não haverá mais processos de falsa paz no meu governo”, declarou o presidente eleito em suas redes sociais. A decisão visa encerrar a política de diálogos diretos do governo Petro, que, segundo Espriella, falhou em obter o desarmamento de poderosos grupos armados.
Há duas semanas, em 30 de junho de 2026, De la Espriella havia dado prazo de um mês para que os grupos armados ilegais se entregassem à Justiça. Ele também afirmou que não fará “concessões inaceitáveis”, em uma crítica às políticas do governo cessante para o desarmamento de guerrilhas e grupos narcotraficantes.
Espriella enfatizou seu objetivo: “o objetivo será a segurança do povo e o desmonte total do perverso sistema de impunidade que reina neste momento e que será encerrado assim que eu assumir o cargo”.
Reestruturação na Presidência
A extinção da assessoria para a paz integra um plano maior de reestruturação da sede da Presidência. Esta medida inclui a eliminação de mais de 200 cargos. De la Espriella prevê uma economia de 10 bilhões de pesos, equivalente a US$ 3,1 milhões, com a reorganização. Algumas funções serão transferidas para ministérios como os do Interior e da Defesa, explicou o político.
Críticas à Jurisdição Especial para a Paz (JEP)
Desde sua campanha, De la Espriella manifestou a intenção de extinguir a Jurisdição Especial para a Paz (JEP). Ele classifica a JEP como um “tribunal de vingança” que profere sentenças com “assimetria”.
A JEP foi criada pelo acordo de paz de 2016, que resultou no desarmamento da guerrilha das FARC. O tribunal julga as violações mais graves de direitos humanos cometidas durante o conflito de meio século por atores armados.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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