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INTERNACIONAL

Conflito no Golfo: Militares Americanos Mortos e Desaparecidos Após Ataques Iranianos

Centcom confirma baixas na Jordânia enquanto Irã ataca infraestruturas civis no Kuwait e ameaça retaliação.

18/07/2026 às 19:16
3 min de leitura
Uma bola de fogo se eleva do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um prédio no bairro de Bashoura, em Beirute, na madrugada de 18 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes em direção a Israel em resposta aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

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Dois militares americanos morreram e um está desaparecido na Jordânia. Quatro outros foram evacuados para hospitais jordanianos. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou as baixas em comunicado divulgado no X neste sábado, 18 de julho de 2026. Os incidentes ocorreram após uma série de ataques iranianos com mísseis e drones que, no mesmo dia, atingiram infraestruturas civis no Golfo.

O Centcom informou que os soldados morreram na sexta-feira, 17 de julho de 2026, quando as forças americanas e seus parceiros se “defenderam de ataques iranianos com mísseis balísticos e drones”.

“Um militar americano está desaparecido em combate, enquanto outros quatro foram evacuados para hospitais jordanianos”, afirmou o Centcom. Estes são os primeiros militares dos Estados Unidos mortos desde a retomada das hostilidades em 7 de julho de 2026.

Ataques Iranianos e Condenações

O Irã atacou infraestruturas civis no Kuwait pelo segundo dia consecutivo. Desde a retomada das hostilidades há mais de uma semana, que pôs fim ao acordo-quadro de 17 de junho de 2026, seu exército vinha mirando principalmente bases americanas.

Autoridades kuwaitianas relataram que os ataques danificaram gravemente uma instalação de petróleo e provocaram um incêndio, além do fechamento de várias unidades de produção em uma usina de energia elétrica e em uma planta de dessalinização de água. Outra instalação semelhante já havia sido atingida no dia anterior.

As autoridades condenaram “os ataques repetidos contra essas instalações vitais”, que revelam “uma atitude hostil sistemática” em relação a essas “infraestruturas essenciais e colocam em perigo a vida e a segurança da população civil”.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que reúne seis países da região, condenou os ataques iranianos contra infraestruturas civis e afirmou que constituem “crimes de guerra”.

Retaliações e Ameaças

O Irã foi novamente bombardeado durante a noite. A ministra de Rodovias e Desenvolvimento Urbano, Farzaneh Sadegh, acusou o “inimigo” de mirar “as vias de comunicação e trânsito do país”.

Autoridades da província de Hormozgan, que margeia o Estreito de Ormuz e foi atacada em várias ocasiões nos últimos dias, afirmaram que os ataques americanos haviam “destruído completamente” uma estação de bombeamento de água do mar e um transformador elétrico de uma planta de dessalinização.

O exército americano indicou que durante a noite atacou “locais de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e meios marítimos” no Irã, sem mencionar alvos civis.

Na sexta-feira, 17 de julho de 2026, um assessor do líder supremo iraniano ameaçou entrar em uma “fase de ofensiva total” caso os ataques americanos continuassem por mais de “dois ou três dias”.

Por sua vez, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou neste sábado, 18 de julho de 2026, infligir uma “lição inesquecível” aos Estados Unidos após a retomada dos ataques contra o Irã.

“Agora que o inimigo americano busca incitar à guerra (…), deve saber que a querida nação iraniana e a frente da resistência têm lições inesquecíveis a lhe oferecer”, declarou o aiatolá em uma mensagem escrita citada pela televisão estatal.

“A violação repetida” do protocolo de acordo “demonstrou mais uma vez a todos que a assinatura do presidente dos Estados Unidos não vale nada”, acrescentou Khamenei.

Contexto do Conflito

As hostilidades atuais, sem precedentes, foram iniciadas em 28 de fevereiro de 2026, pela ofensiva israelense-americana.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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