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INTERNACIONAL

EUA e Arábia Saudita Firmam Acordo Nuclear Civil com Salvaguardas

Pacto de bilhões de dólares visa parceria de longo prazo em meio à guerra no Golfo e preocupações com proliferação.

23/07/2026 às 23:16
3 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump

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Os Estados Unidos e a Arábia Saudita firmaram, nesta quarta-feira (22) de julho de 2026, um acordo para o desenvolvimento de um programa nuclear civil no reino saudita. Washington assegura que o pacto inclui salvaguardas rigorosas contra a proliferação nuclear.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e seu homólogo saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram dois acordos: um sobre “cooperação nuclear para fins pacíficos” e outro sobre “salvaguardas bilaterais”. O Departamento de Energia dos Estados Unidos confirmou a assinatura.

Um comunicado oficial destacou a importância dos pactos. “Esses dois acordos estabelecem, em conjunto, a base jurídica para uma parceria de várias décadas e de bilhões de dólares, que impulsionará diversos objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear”, afirmou o Departamento de Energia.

Este acordo é firmado enquanto os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, mantêm uma guerra contra o Irã em 2026. O conflito deflagrou em grande parte devido a preocupações com o programa nuclear de Teerã. As negociações de paz sobre este tema permanecem estagnadas em 2026.

Uma cláusula do acordo pode prever a construção de uma usina de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita por empresas americanas, segundo informou o Wall Street Journal. O comunicado oficial não mencionou esta cláusula. O Departamento de Energia não comentou o assunto após consulta da AFP. O Congresso deverá analisar o acordo. Contudo, a implementação dificilmente será atrasada pelo Legislativo, controlado pelos republicanos.

Preocupações com a Proliferação

Parlamentares americanos e autoridades israelenses se opõem ao programa nuclear civil saudita. Eles temem que a iniciativa possa levar ao desenvolvimento de armas nucleares. A Arábia Saudita, assim como o Irã, defende seu direito de desenvolver um programa nuclear para fins civis. Em 2025, o país assinou um pacto de defesa mútua com o Paquistão, potência dotada de armas nucleares.

Nos últimos anos, Washington buscou integrar qualquer acordo relacionado à questão nuclear a uma estratégia mais ampla. Esta estratégia incluiria a normalização das relações entre a Arábia Saudita e Israel, juntamente com a assinatura de um pacto de defesa com os Estados Unidos.

Os Estados Unidos firmaram, em 2009, um acordo nuclear com os Emirados Árabes Unidos. Este país não enriquece seu próprio urânio. Em maio de 2026, um drone atingiu um gerador, provocando um incêndio nas proximidades da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos. Barakah é a única instalação desse tipo existente no mundo árabe.

Antes do anúncio oficial, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, descartou temores de proliferação nuclear no Golfo durante visita a Manila. Chris Wright também minimizou as preocupações. Ele insistiu que o acordo atende aos interesses econômicos e estratégicos de Washington.

“Podem ter certeza de que esses acordos cumprem os mais elevados padrões de segurança nuclear e de não proliferação e que se baseiam na melhor tecnologia e nos melhores cientistas nucleares do mundo, desenvolvidos aqui mesmo nos Estados Unidos”, afirmou Wright em comunicado.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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