Tensão no Oriente Médio: Trump Adverte Irã, Bombardeios Aumentam e Custos da Guerra Atingem US$ 37,5 Bilhões
Presidente dos EUA afirma que Irã levaria décadas para se reconstruir; Guarda Revolucionária promete ataques "mais decisivos".
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O conflito no Oriente Médio se intensifica. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, que o país persa levaria “20 a 25 anos para se reconstruir” caso as forças norte-americanas deixassem a região. As hostilidades, retomadas há duas semanas, ameaçam se estender ao Mar Vermelho, com o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmando a 11ª noite consecutiva de bombardeios contra o Irã. Os custos da guerra já somam US$ 37,5 bilhões (R$ 191 bilhões) para os EUA, informou o Pentágono.
Escalada Militar e Respostas Iranianas
As forças norte-americanas prosseguiram com sua ofensiva nesta terça-feira, 21 de julho. Pouco depois, a imprensa estatal iraniana anunciou a ativação do sistema de defesa aérea em Teerã. Foram reportadas explosões no noroeste e sul do país, além da cidade de Bushehr, que abriga uma usina nuclear. O presidente Trump reiterou que os Estados Unidos “não terminaram” sua campanha contra o Irã, após a retomada dos ataques em 7 de julho de 2026.
Trump anunciou que as forças dos EUA atacarão em breve um complexo nuclear subterrâneo, conhecido como Montanha Pickaxe, próximo a Natanz. Serviços de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã constrói ali uma instalação de enriquecimento de urânio não declarada. Teerã respondeu com ataques contra Jordânia, Kuwait e Bahrein, aliados do governo norte-americano.
A Guarda Revolucionária iraniana emitiu um aviso nesta quarta-feira, 23 de julho de 2026. “O inimigo deve se preparar para ondas de drones e ataques de mísseis ainda mais decisivos e poderosos”, declarou o comando, afirmando ter destruído sistemas de defesa antiaérea e instalações de radares no Bahrein e Kuwait.
Impacto Econômico e Regional
A pressão sobre a economia global cresce com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. Os rebeldes houthis, que controlam amplas regiões do Iêmen, anunciaram ontem, 22 de julho de 2026, um “bloqueio marítimo” contra a Arábia Saudita, também aliada dos Estados Unidos. Trump advertiu que tomará medidas caso os houthis levem esse anúncio adiante. A consultoria Vanguard Tech identificou hoje, 23 de julho, dois navios que deram meia-volta no Mar Vermelho após serem carregados em um porto saudita, seguindo advertências dos rebeldes iemenitas.
A Arábia Saudita e os houthis trocaram disparos na semana passada, pela primeira vez em anos, colocando em risco a trégua de 2022. No entanto, os rebeldes mantiveram-se à margem desde que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã em fevereiro de 2026.
Custos Humanos e Financeiros
O Pentágono informou ontem, 22 de julho de 2026, que o número de militares norte-americanos mortos chega a 17, e quase 100 ficaram feridos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a senadores norte-americanos nesta quarta-feira, 23 de julho, que a guerra já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 191 bilhões).
Os bombardeios, que recomeçaram em 7 de julho, atingiram níveis sem precedentes desde o primeiro cessar-fogo acordado em abril de 2026 e reforçado em meados de junho de 2026 por um protocolo que deveria levar ao fim da guerra. Assim como no começo dos bombardeios, em 28 de fevereiro de 2026, o Irã respondeu com ataques a aliados de Washington no Golfo e no Oriente Médio, como Síria, Jordânia e Iraque.
Pressão Psicológica
Em meio à escalada, o funcionário kuwaitiano Naser al-Dhafiride declarou que os ataques e o medo de apagões em seu país, de clima muito quente, geram “uma pressão psicológica imensa” sobre a população.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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